Um áudio que se espalhou por grupos de WhatsApp e redes sociais está provocando medo entre moradores de Vitória. Na gravação, uma mulher relata uma suposta tentativa de abordagem envolvendo um veículo Jeep e uma criança na região de Santa Lúcia, na Capital. A Polícia Civil, no entanto, afirma que não há confirmação de que tenha ocorrido um crime dessa natureza no Espírito Santo.
Na gravação, a mulher conta que estava acompanhada de uma criança e se dirigia a uma unidade de saúde para realizar um exame de raio-X. Segundo o relato, após deixar a criança com a mãe e procurar uma vaga para estacionar, ela percebeu um veículo que teria parado próximo ao seu carro.
A mulher afirma que desconfiou da movimentação e passou a observar o veículo. Ainda segundo o áudio, o carro teria se aproximado e uma criança que estava em seu interior teria chamado a mulher para entrar no veículo.
“Era uma criança de 7 anos, toda bonitinha, arrumadinha. Aí eu achei aquilo estranho, já fui indo para o canto da parede. Aí ela: ‘Ei, tia. Vem aqui! Vem, tia, entra aqui no carro’. Aí já subiu a lanterna, o radar. Eu já joguei meu cabelo pro lado, já fui pro canto, fingi que estava pegando alguma coisa na bolsa. Olhei pra ela com cara feia, tinha um cara nervoso ao volante”, relata.
Ainda de acordo com a mulher, após ela ignorar o chamado, a criança teria retornado ao veículo, que deixou o local rapidamente, “cantando pneu”.
Assustada, a mulher afirma ter procurado pessoas conhecidas na área de segurança pública e comunicado o episódio a policiais.
Áudio cita suposta quadrilha
Na gravação, a mulher também afirma ter recebido informações sobre uma suposta quadrilha que estaria utilizando crianças para se aproximar de mulheres.
O relato termina com um alerta para que outras mulheres redobrem a atenção e comuniquem familiares sobre possíveis abordagens semelhantes.
Apesar da repercussão, não há confirmação de que o episódio tenha sido uma tentativa de sequestro ou de que exista uma quadrilha atuando dessa maneira em Vitória.
Polícia Civil apura informações
Procurada, a Polícia Civil informou que está realizando investigações e levantamentos sobre as informações que passaram a circular nas redes sociais a partir do áudio.
A corporação ressaltou que, até o momento, não há confirmação de ocorrência de crime dessa natureza no Estado.
A Polícia Civil também orienta que informações compartilhadas por aplicativos de mensagens e redes sociais sejam verificadas antes de serem repassadas, especialmente quando envolvem supostos crimes e podem provocar medo ou pânico entre moradores.










