Golpe da falsa gerente: dois são presos no ES e quadrilha tem R$ 5 milhões bloqueados

Dois homens, de 50 e 42 anos, foram presos nesta quarta-feira (12) em Itapemirim e Marataízes, no litoral Sul do Espírito Santo, durante uma operação contra uma organização suspeita de aplicar golpes bancários e lavar dinheiro. A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL), com apoio da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ).

Ao todo, quatro investigados foram presos: dois no Espírito Santo e outros dois no Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões ligados aos criminosos.

No balneário de Itaoca, em Itapemirim, o suspeito de 50 anos foi encontrado em um hospital onde trabalhava. Ele foi preso após o cumprimento de um mandado. Durante a busca, nenhum material ilícito foi encontrado com ele.

Já o homem de 42 anos foi localizado no distrito de Barra do Itapemirim, em Marataízes. Na casa dele, os policiais apreenderam um cartão bancário e um celular, que serão analisados durante a investigação.

Golpe da falsa gerente: dois são presos no ES e quadrilha tem R$ 5 milhões bloqueados
Foto: Divulgação PCES

Como funcionava o golpe

A investigação começou após registros do chamado golpe da falsa gerente. Nesse tipo de fraude, os criminosos entram em contato com as vítimas se passando por funcionários de bancos e tentam convencê-las a fornecer acesso aos computadores ou outros dispositivos.

Em um dos casos investigados, uma vítima teve R$ 200 mil transferidos para uma empresa ligada ao grupo.

Segundo a investigação, os integrantes tinham funções diferentes. Alguns faziam as ligações para as vítimas, enquanto outros recebiam o dinheiro nas contas e realizavam os repasses. O grupo também teria criado uma empresa para dar aparência legal às movimentações e esconder a origem dos valores. A análise financeira apontou que uma empresa ligada ao esquema movimentou mais de R$ 5 milhões.

O delegado Thiago Viana, titular da Delegacia de Polícia de Marataízes, explicou que a PCES foi acionada pela Polícia Civil de Alagoas para ajudar no cumprimento dos mandados. Segundo o delegado, os criminosos utilizavam diferentes abordagens para conseguir acesso aos dispositivos das vítimas.

“Uma pessoa se passando por gerente liga para a vítima e, depois, outras pessoas retornam dizendo que são da área de Tecnologia da Informação dos bancos. A partir daí, conseguem acessar os computadores das vítimas e aplicar os golpes”, explicou.

Os materiais apreendidos serão analisados para ajudar a identificar outros possíveis envolvidos e acompanhar o caminho do dinheiro.

Os investigados podem responder, de acordo com a participação de cada um, por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que possam ser identificados durante a investigação.

Polícia orienta população

O delegado Thiago Viana orientou que clientes de bancos não forneçam códigos ou informações bancárias e não permitam que desconhecidos tenham acesso remoto a computadores e celulares.

Em caso de dúvida sobre uma ligação ou mensagem, a recomendação é entrar em contato diretamente com o banco, pelos canais oficiais, ou procurar uma agência para confirmar a informação.

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