Três distribuidoras de bebidas foram flagradas utilizando energia elétrica de forma irregular durante operações de fiscalização realizadas pela EDP, com apoio da Polícia Civil, da Polícia Científica e do Instituto de Criminalística. As ações ocorreram nos municípios de Vitória e Serra e resultaram na prisão em flagrante dos responsáveis pelos estabelecimentos.
A primeira fiscalização foi realizada no bairro São Cristóvão, em Vitória. Durante a inspeção técnica, os peritos identificaram uma ligação direta à rede elétrica e danos no equipamento de medição, o que impedia o registro de parte da energia consumida. Após a constatação da fraude, a ligação irregular foi removida, o medidor substituído e o fornecimento de energia regularizado.
Na Serra, uma segunda distribuidora foi alvo de fiscalização no bairro Residencial Jacaraípe. Segundo a EDP, os técnicos encontraram uma ligação clandestina diretamente na rede elétrica, sem qualquer medidor instalado, permitindo o consumo de energia sem registro. A fraude foi desfeita e o imóvel permaneceu desligado. O responsável pelo estabelecimento foi localizado posteriormente, preso em flagrante e encaminhado ao Departamento de Investigações Criminais (Deic).
A terceira ocorrência também foi registrada na Serra, desta vez no bairro Novo Porto Canoa. A perícia constatou diversas irregularidades nos equipamentos de medição, além de uma ligação direta que abastecia o imóvel de forma clandestina. O responsável foi conduzido ao Deic, autuado em flagrante por furto qualificado de energia e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
As operações contaram ainda com a participação de peritos do Departamento de Engenharia Forense do Instituto de Criminalística, da Polícia Científica.
Nova lei endurece punições
De acordo com a EDP, a Lei nº 15.397/2026, em vigor desde 30 de abril deste ano, tornou mais rigorosas as punições para o furto de energia elétrica.
Com a nova legislação, a pena para o crime passou a ser de até seis anos de reclusão. Nos casos de prisão em flagrante, não há possibilidade de concessão de fiança pela autoridade policial, e o investigado permanece à disposição da Justiça até a realização da audiência de custódia.
Além da responsabilização criminal, os envolvidos podem ser obrigados a ressarcir os valores correspondentes à energia consumida e não faturada, conforme regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além de arcar com os custos administrativos e operacionais da regularização.
Furto de energia coloca vizinhança em risco
A concessionária alerta que, na maioria dos casos, as ligações clandestinas são feitas sem qualquer condição de segurança, colocando em risco tanto quem pratica a fraude quanto moradores da região.
Segundo a empresa, a sobrecarga provocada por essas ligações pode causar interrupções no fornecimento de energia e até danos a equipamentos elétricos de imóveis vizinhos, devido à queda na qualidade da rede. Por isso, qualquer intervenção na rede elétrica deve ser realizada exclusivamente por profissionais habilitados.
Além dos riscos à segurança, o furto de energia também provoca impactos econômicos. Como as perdas elétricas são consideradas no cálculo das tarifas, parte do prejuízo causado pelas ligações irregulares acaba sendo repassada aos demais consumidores. A prática ainda reduz a arrecadação de impostos incidentes sobre a conta de luz, afetando recursos destinados a áreas como saúde e educação.










