Uma megaoperação contra o crime organizado sacudiu a Região Metropolitana de Vitória na manhã desta quinta-feira (11). O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do GAECO-CENTRAL, deflagrou duas ações simultâneas para frear a violência e o tráfico de drogas no ES: a Operação Messis e a 4ª fase da Operação Telic. Com forte aparato policial, as forças de segurança saíram às ruas para cumprir 22 mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão em bairros estratégicos de Vila Velha e Cariacica. A investida integra uma mobilização nacional do Ministério Público contra facções criminosas.
Operação em Vila Velha mira aliança perigosa entre PCC e TCP
A Operação Messis colocou o foco do GAECO sobre uma coalizão que vinha tirando o sossego dos moradores da Grande Vitória. As investigações miram a aliança firmada entre as facções nacionais Primeiro Comando da Capital (PCC) e Terceiro Comando Puro (TCP). O consórcio criminoso disputava o monopólio do tráfico de drogas em uma região historicamente conflagrada de Vila Velha, englobando os bairros Guaranhuns, Santa Rita, Alecrim e Primeiro de Maio.
De acordo com o Ministério Público, essa disputa territorial pelo controle das bocas de fumo gerou uma onda de ataques armados e homicídios dolosos na região, intensificada desde dezembro de 2024. Para conter a escalada da violência, a 1ª Vara Criminal de Vila Velha expediu 14 mandados de prisão e 8 de busca e apreensão.
A investida mobilizou cerca de 125 policiais militares. A estrutura contou com a Diretoria de Inteligência (DINT), agentes do 4º Batalhão, Batalhão de Missões Especiais (BME) e o suporte aéreo do NOTAER, que sobrevoou as comunidades para garantir o cerco aos alvos. Como o caso corre sob sigilo de Justiça, os nomes dos capturados ainda não foram revelados.
Guerra do tráfico no ES: PCV emitia ordens de dentro de presídios
Paralelamente, a 4ª fase da Operação Telic jogou luz sobre as engrenagens do Primeiro Comando de Vitória (PCV), a maior organização criminosa nativa do Estado. O alvo principal foi a região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha, um dos pontos mais sensíveis da segurança pública capixaba.
A inteligência do GAECO reuniu provas robustas de que a liderança do PCV, mesmo atrás das grades em unidades prisionais, mantinha o controle absoluto das operações nas ruas. As ordens para execução de rivais, tráfico de drogas e aquisição de armas pesadas e munições eram transmitidas para o ambiente externo por meio de bilhetes e mensagens intermediadas por familiares e advogados.
Para desarticular esse fluxo de comando, a 7ª Vara Criminal de Vila Velha autorizou o cumprimento de 8 mandados de prisão temporária e 16 de busca e apreensão. Unidades de elite, como o Batalhão de Ações com Cães (BAC) e a Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE), além das Forças Táticas, realizaram as incursões terrestres em busca de armamentos e lideranças em liberdade.









