Suspeito de matar Marcelly Ayala, no bairro São Judas Tadeu, em Guarapari, em maio deste ano, Alex de Almeida Barros, de 48 anos, será julgado por outro feminicídio. Desta vez, ele vai a júri popular pela morte de Euzineia Loyola, assassinada em agosto de 2020, em Anchieta, no litoral Sul do Espírito Santo.
De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Anchieta, foi apresentado recurso contra a decisão do Tribunal do Júri que condenou Alex Almeida de Barros por homicídio simples. Para o órgão, o afastamento das qualificadoras de feminicídio e do emprego de asfixia contrariou as provas produzidas durante a investigação e o conjunto probatório apresentado em julgamento. Na avaliação do MPES, os jurados condenaram o réu apenas por homicídio simples, sem reconhecer que o crime teria sido praticado em contexto de feminicídio e com o uso de asfixia.
O Tribunal de Justiça acatou o recurso do MPES e decidiu que o réu passará por um novo julgamento. A Corte entendeu que os laudos periciais, os depoimentos e demais provas reunidas no processo indicam que a vítima morreu por asfixia e que o crime foi cometido no contexto de uma relação íntima entre o acusado e a vítima, condições que justificavam a submissão do caso a novo julgamento pelo Tribunal do Júri.









