Um homem de 48 anos foi preso suspeito de armazenar conteúdos de abuso e exploração sexual infantil no celular, no Espírito Santo. Ele foi detido um dia após o filho, de 22 anos, também ser preso pelo mesmo tipo de crime.
De acordo com a Polícia Civil (PCES), a investigação começou em fevereiro de 2026, após um alerta enviado por uma ONG dos Estados Unidos. A entidade identificou que um usuário havia feito o upload de mais de 70 arquivos com esse tipo de conteúdo. A informação foi repassada à Polícia Federal, que comunicou o caso às autoridades capixabas.
O primeiro investigado foi o jovem de 22 anos, morador de Vitória, preso no dia 26 de abril. No dia seguinte, durante buscas na casa dele, os policiais passaram a desconfiar do comportamento do pai, que também acabou sendo detido em flagrante.
Tentou dificultar investigação
Segundo a polícia, o homem tentou dificultar a ação dos investigadores, dizendo que não sabia as senhas de computadores e que não sabia onde estava o próprio celular. Os policiais então pediram que a esposa ligasse para o número dele, até que o telefone foi encontrado escondido em cima de um armário na cozinha.
Ao analisar o conteúdo, os investigadores encontraram diversas imagens de crianças e adolescentes em situação de abuso sexual. Além disso, foram encontradas no aparelho dezenas de fotos de estudantes uniformizados de uma escola particular da Grande Vitória, com registros em close de partes íntimas.
Ao ser questionado sobre o conteúdo, o homem afirmou que compartilhava o celular com o filho, mas a versão não convenceu os policiais.
Suspeito trabalhava em escola particular
Segundo a investigações, o homem trabalhou por 16 anos como monitor em uma escola particular, onde teria feito registros das vítimas enquanto estava próximo dos alunos. Atualmente, ele estava trabalhando como porteiro em outra escola da região há cerca de três anos.
Em uma análise inicial, não foram encontradas imagens de alunos da unidade onde ele trabalha hoje, mas o aparelho ainda será submetido à perícia detalhada.
Os policiais também identificaram imagens de jovens em banheiros, como se tivessem sido feitas por câmeras escondidas. Apesar disso, a polícia informou que não há indícios de que os registros tenham sido feitos dentro das escolas citadas, já que ninguém aparece uniformizado. Uma varredura foi realizada em uma das unidades investigadas, e nenhum equipamento ou câmera foi encontrada.
Diante do flagrante, o porteiro foi preso por produção, venda, posse e distribuição de pornografia infantil, além de importunação sexual.
A polícia informou ainda que o suspeito tentou atribuir a responsabilidade dos crimes apenas ao filho, mas as evidências encontradas no aparelho reforçaram a suspeita de envolvimento direto. O caso segue sob investigação. Os nomes das escolas onde o suspeito trabalhava não foram divulgadas.









