B20: R$ 62 mil, drogas, armas e suspeitos ligados ao PCV

Uma abordagem de rotina da Polícia Militar (PMES) virou uma grande operação. Foram apreendidos mais de R$ 62 mil em espécie, 26 celulares, drogas, carros e armas. A operação aconteceu nesta quarta-feira (20), em Castelo Branco, Cariacica. Na ocasião, oito pessoas foram conduzidas e duas pessoas presas. Os suspeitos teriam ligação com o Primeiro Comando de Vitória (PCV).

Operação B20 e investigação do tráfico

De acordo com o titular do 17º Distrito Policial de Cariacica, delegado Henrique Vidigal, a Operação B20 recebeu esse nome em alusão ao Beco 20, de Castelo Branco, em Cariacica. A ação contou com o 16° e o 17° Distrito Policial de Campo Grande e Jardim América, em conjunto com a Guarda Municipal de Cariacica.

“Foi uma operação em combate ao tráfico de drogas na região de Castelo Branco. Houve uma grande apreensão de dinheiro, entre outras apreensões. Essa é uma importante investigação, alinhada ao Estado Presente, com objetivo de dar uma resposta à sociedade.”

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Suspeito gerenciava tráfico na região e negociava com tráficantes de outros estados.

Bairro é conhecido pelo tráfico de drogas

Segundo o delegado, o bairro Castelo Branco é conhecido pelo intenso tráfico de drogas. “Constantemente há apreensão de tráfico de drogas, armas e traficância nessa região. Uma pequena abordagem realizada pela PM chamou atenção, e passamos a fazer investigação detalhada do caso. A partir disso, conseguimos identificar a pessoa que estava fazendo o gerenciamento de todo o tráfico local”, explicou.

Henrique Vidigal frisou ainda que um dos presos seria responsável por gerenciar bocas de fumo locais, além de ramificações em outros municípios. “Ele era responsável pelo abastecimento na boca de fumo e pela comunicação com traficantes que forneciam as drogas em outros estados, trazendo ainda algumas pessoas que faziam transporte de droga de outros estados até o Espírito Santo.”

Suspeito seria gerente da distribuição de drogas

O suspeito não teve o nome divulgado. Ele seria um dos gerentes responsáveis pela distribuição de drogas.“A investigação continua e queremos identificar os verdadeiros responsáveis por essa distribuição.”

Vidigal completou que o grupo é uma organização criminosa com ligação com o Primeiro Comando de Vitória (PCV) e dominada pelo Comando Vermelho, por meio do PCV.

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O dinheiro foi encontrado em pontos diferentes, em um sítio, imóveis e carro.

Início da operação

Em um patrulhamento de rotina, a PM identificou um jovem que, ao realizar a abordagem, fugiu depois que familiares intervieram na ação policial.

“Os familiares atrapalharam a ação da PM e o suspeito fugiu. Na ocasião, foram apreendidos 2,8 quilos de cocaína e arma. A partir do momento em que investigamos, identificamos que os suspeitos trabalhavam em uma distribuidora de bebidas. Quando puxamos o registro, encontramos similaridade com outros traficantes já presos que trabalhavam no mesmo local”, informou.

Distribuidora seria usada como fachada

Ainda de acordo com o delegado, a distribuidora era usada como ferramenta para tráfico de drogas na região, lavagem de dinheiro e depósito para guardar materiais. “Essa distribuidora de bebidas servia principalmente para dar licitude aos indivíduos que estão no tráfico de drogas, mas falam que estão trabalhando no comércio, como nessa distribuidora de bebidas.”

Apesar da investigação relatar que a distribuidora serve como fachada, nada de ilícito foi encontrado durante a operação.

A titular do 16º Distrito de Polícia de Cariacica, a delegada Argentina Leopoldina, que também participou da operação, contou que foram encontrados mais de R$ 62 mil reais em três alvos diferentes.

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Quantidade de ar-condicionado mostra que grupo ainda cometia o crime de receptação.


“A primeira quantia foi encontrada em um fundo falso num guarda-roupas com fundo falso, em um sítio no município. Foram mais de R$ 13 mil reais. A segunda quantia foi encontrada com o alvo principal da operação, um homem de 39 anos que estava com mandado de prisão temporária expedido. Uma parte do dinheiro estava na residência desse homem e outra parte no carro dele. A terceira quantia estava em outro imóvel de outro suspeito”, disse.

A delegada realçou ainda que, além do dinheiro, a equipe encontrou diversos ar-condicionados, que mostram o crime de receptação,anotações que direcionava comercialização do tráfico de drogas e veículos. “Com o principal suspeito apreendemos um carro, no interior estava todo encaixado, isso mostrou que aquele carro era usado para transporte da droga.”

 

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Telefones recolhidos vão passar por perícia. Ao todo foram 26 aparelhos.

Durante a ação, oito pessoas foram conduzidas e duas presas. A equipe apreendeu também 26 aparelhos celulares, quatro relógios diversos, dois notebooks, uma  motocicleta Honda XRE 300, um veículo Toyota Corolla, uma motocicleta Honda PCX, um veículo Honda HR-V, um  veículo Fiat Siena, utilizado como táxi em Vitória, 63 munições calibre .38, duas pedras de substância análoga a crack, uma balança de precisão, dois cadernos contendo anotações e contabilidade relacionadas ao tráfico de drogas e 11 aparelhos de ar-condicionado novos, ainda embalados.

“Os telefones foram recolhidos e levados para perícia. Neles vamos identificar se há conversas dos envolvidos ligando ao tráfico de drogas, se são telefones fruto de roubo ou se são aparelhos entregues nas bocas de fumo como pagamento.

A delegada finalizou informando que essa foi a primeira fase da operação e a investigação continua. 

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