Uma mulher de 37 anos foi resgatada pela Polícia Militar na noite deste domingo (19) em situação de cárcere privado e com sinais de violência, no bairro Itapoã, em Vila Velha. Ela foi encontrada amarrada a um colchão com um cinto, nua, com diversos ferimentos pelo corpo, segundo a corporação.
A ocorrência começou após policiais militares serem acionados para atender a uma denúncia de agressão. No local, os militares encontraram um homem de 43 anos com ferimento na cabeça, sangramento intenso e bastante abalado. Ele relatou que a mulher estava sendo mantida em cárcere privado em uma residência próxima, no primeiro andar de um imóvel.
Segundo o homem, um conhecido de 40 anos, a namorada dele, de 30, e um terceiro suspeito estariam mantendo a vítima presa e submetendo-a a agressões.
Ele contou ainda que estava em um bar localizado abaixo da residência quando foi chamado ao apartamento. No local, segundo seu relato, o suspeito de 40 anos teria pedido que ele limpasse a vítima e afirmado que a havia agredido com um alicate, causando ferimentos graves e impedindo que ela movesse as pernas.
Ao tentar chamar o Samu e buscar socorro para a mulher, o homem de 43 anos disse ter sido impedido e agredido fisicamente pelos suspeitos, que também tomaram e quebraram o celular dele. Para conseguir escapar, ele quebrou a porta do apartamento, mas acabou sendo empurrado pela escada e sofreu uma lesão na cabeça.
Com base nas informações, os militares foram até o endereço indicado e encontraram, em frente ao imóvel, um homem de 40 anos e uma mulher de 30 anos. Os dois confirmaram que houve uma briga com o homem ferido, mas negaram a existência de cárcere privado.
De acordo com a PM, ambos demonstraram nervosismo e tentaram impedir a entrada da guarnição. Diante do relato detalhado da testemunha, do estado físico em que ela foi encontrada, da porta arrombada e aberta, além de um gemido de sofrimento ouvido no interior da casa, os policiais entraram no imóvel.
No quarto, a mulher de 37 anos foi localizada amarrada a um colchão, completamente nua, com diversos ferimentos e em condições extremas de vulnerabilidade. Segundo a polícia, a casa também apresentava forte odor de fezes.
Após o resgate, o homem de 40 anos afirmou aos militares que cuidava da vítima havia cerca de duas semanas e alegou que ela seria deficiente, tentando justificar a situação em que ela foi encontrada. Ele foi preso no local.
A mulher de 30 anos disse que desconhecia os fatos e que não morava com o suspeito, afirmando que estava no local sem ter percebido a situação. No entanto, segundo a PM, ela apresentou contradições no depoimento, e a bolsa dela foi encontrada em um quarto ao lado de onde a vítima estava. Ela também foi detida.
O terceiro suspeito apontado na ocorrência não foi localizado. Populares informaram que ele teria deixado o local pouco antes da chegada da polícia.
O homem de 43 anos e a mulher de 37 foram socorridos pelo Samu e encaminhados ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE).









