A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (FICCO/ES), coordenada pela Polícia Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (23) a segunda fase da Operação Scriptor, em conjunto com a Polícia Penal do Espírito Santo (PP/ES).
A nova etapa da investigação tem como foco aprofundar apurações iniciadas em outubro de 2025 e identificar outros integrantes de um grupo criminoso com atuação no Espírito Santo.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo de Garantias da Comarca de Vila Velha, no âmbito de inquérito policial instaurado a partir do compartilhamento, com autorização judicial, de provas obtidas na primeira fase da operação.
Segundo a investigação, o avanço da apuração ocorreu após a análise complementar do material apreendido com um advogado investigado na fase inicial da Operação Scriptor, deflagrada em 14 de outubro de 2025. O aprofundamento do conteúdo revelou novos fatos, outras dinâmicas criminosas e possíveis envolvidos que não haviam sido alcançados pelas medidas cautelares anteriores.
De acordo com a FICCO/ES, as comunicações analisadas apontaram um fluxo organizado de ordens ligadas à produção, preparo e comercialização de entorpecentes, além da aquisição, armazenamento e circulação de armas de fogo. Também foram identificadas movimentações de valores elevados oriundos do tráfico de drogas e instruções técnicas detalhadas para o preparo de substâncias ilícitas, repassadas de dentro do sistema prisional para integrantes em liberdade.
A segunda fase da operação busca interromper esse fluxo de ordens, enfraquecer a estrutura financeira e logística do grupo, identificar novos integrantes e reunir elementos para aprofundar a persecução penal e responsabilizar os envolvidos.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, documentos, anotações e outros materiais considerados relevantes para a investigação. Todo o material será submetido à análise técnica da Polícia Judiciária.
O nome da operação faz referência ao termo latino scriptor, que significa “escritor” ou “aquele que redige”. Segundo a investigação, a expressão alude ao papel atribuído ao advogado investigado na fase anterior, apontado como responsável por redigir e repassar comunicações ilícitas entre lideranças criminosas presas e subordinados em liberdade.
A FICCO/ES é coordenada pela Polícia Federal e reúne as polícias Militar, Civil e Penal, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais e das guardas municipais de Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana.









