Se as crianças não têm discernimento para o que é certo ou errado, os adultos, sobretudo, os pais, precisam ficar atentos para corrigir. Não foi o que uma moradora de Cachoeiro do Itapemirim fez ao filmar uma menina rodando um gato segurando pelas patas. Ela não só não repreendeu o ato como filmou e se divertiu com a cena.
O vídeo chegou à Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) de Maus-tratos contra os Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), que formalizou denúncia nesta quarta-feira (14).
A cena circulou nas redes sociais vídeo onde uma criança gira um gato pela pata como se fosse um objeto, sob o olhar e o incentivo da mãe, que registrou a cena em suas redes sociais. “Uma cena deplorável, onde uma criança roda o gatinho pela patinha, como se fosse um brinquedo. E o pior, as cenas foram registradas pela mãe, que ainda postou em seu stories, como se fosse uma brincadeira. Isso não é brincadeira, isso é crime de maus tratos. Nós já entramos com a delegacia local pra poder abrir um inquérito policial contra essa mãe, que é responsável pela criança, e assistiu tudo isso, e nada fez pra coibir esse ato de uma criança inocente que não sabe o que está fazendo”, disse a presidente da CPI, deputada Janete de Sá (PSB).
A CPI já oficiou a Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim para a abertura imediata de um inquérito policial. O foco da investigação é a conduta da mãe que, além de ser a responsável legal pela criança, foi conivente com o sofrimento do animal e fez apologia ao crime ao divulgar as imagens como “entretenimento”. Paralelamente, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) de Cachoeiro de Itapemirim foi acionada para proceder com o resgate do gato.
“Como presidente da CPI, não posso tolerar que cenas deploráveis como essa sejam tratadas como brincadeira. Isso é crime de maus-tratos. JÉ dever dos pais orientar que animais sentem dor e respeito é o mínimo que exigimos”, declarou Janete de Sá.
A CPI contra Maus-tratos aos Animais reafirma seu papel de fiscalização e proteção em todo o território capixaba. A comissão ressalta que atos de negligência cometidos por responsáveis na presença de menores de idade são agravantes que serão devidamente levados às instâncias competentes, incluindo o acompanhamento da responsabilidade civil e criminal da tutora.
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) informa que tomou conhecimento das imagens que circulam nas redes sociais. O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Cachoeiro de Itapemirim.











