O vereador da Serra Marlon Fred (PDT), de 41 anos, foi autuado em flagrante por resistência, desacato e lesão corporal com o agravante de ter sido praticado contra agente de segurança pública no exercício da função pela Polícia Civil (PCES), após ter invadido a casa da família da ex-namorada, e será encaminhado ao Sistema Prisional do Espísito Santo. De acordo com o Boletim Unificado (BU) registrado na 3ª Delegacia Regional da Serra, ele pulou o muro da residência.
A irmã da ex-namorada do vereador Marlon Fred foi quem chamou a polícia. A Polícia Militar (PMES) registrou a situação como crimes contra a pessoa, violação de domicílio e Lei Maria da Penha. Detalhou ainda que o vereador chegou a tentar expulsar os policiais do local, no bairro Alterosas. A partir deste momento, segundo os relatos, Marlon Fred passou a desrespeitar os policiais militares e ameaçar as pessoas dentro do imóvel.
“O acusado, senhor Marlon Fred Oliveira Matos, dizendo para sairmos da residência, pois não éramos convidados para estar dentro da residência, momento em que a senhora Larissa passou a acusá-lo de invadir a casa e xingar seus familiares. Marlon Fred o tempo todo se recusou a sair da residência bem como coagia os familiares de Larissa dizendo: vocês estão vendo aí o que a Larissa está fazendo, né? Depois não reclama”, descreveu a PM no BU.
Mais ameaças
O Boletim Unificado também relatou as ameaças que o vereador Marlon Fred (PDT) fez aos policiais que atuaram na ocorrência. Primeiro na unidade de saúde, quando se negou a receber atendimento.
“No momento em que foi retirado do compartimento de segurança da viatura e era dirigida à sala de classificação de risco, ele passou a proferir ameaças aos militares dizendo que gastaria até um milhão de reais para tirar os militares da polícia, que movimentaria toda sua influência para acabar com a vida dos militares”, diz trecho do boletim que foi entregue ao comandante-geral da PMES, Douglas Caus.
Outros familiares da ex-namorado do vereador registraram denúncia à política, informando que não é a primeira vez que a mulher é ameaçada e que eles vivem coagidos pelo vereador em segundo mandato na Câmara da Serra.
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