Operação em Vila Velha flagra maus-tratos e cativeiro ilegal de animais silvestres

Uma operação realizada nesta sexta-feira (29) pela Diretoria de Bem-Estar Animal (DBEA) da Prefeitura de Vila Velha flagrou um caso de maus-tratos contra um cachorro idoso e apreendeu 13 animais silvestres mantidos ilegalmente em cativeiro. A ação contou com apoio da Guarda Municipal e da Polícia Civil (PCES). O responsável pelos animais foi conduzido à Delegacia Regional de Vila Velha, onde foi autuado.

A fiscalização aconteceu em uma casa na Rua Bernardino Monteiro, no bairro Paul. No local, os agentes encontraram dois cães idosos. Um deles, chamado Tohn, apresentava um tumor de aproximadamente 10 centímetros na região da face, com sinais de infecção avançada, larvas e risco de sepse (infecção generalizada).

Segundo o diretor da DBEA e médico-veterinário Celso Christo, o tutor tinha conhecimento da gravidade da condição do animal, mas não buscou tratamento. O caso foi classificado como maus-tratos graves com dolo eventual — quando o responsável assume o risco de causar sofrimento. O cachorro foi resgatado e encaminhado para tratamento em uma clínica parceira da Prefeitura.

Operação em Vila Velha flagra maus-tratos e cativeiro ilegal de animais silvestres
Foto: Divulgação Prefeitura Vila Velha

Além do cão, os fiscais encontraram 13 animais da fauna silvestre mantidos em cativeiro de forma ilegal, entre eles jabutis, periquitos, sabiás, tiziu e canário-da-terra. A manutenção de animais silvestres sem autorização também configura crime ambiental.

“O animal estava há meses com uma tumoração avançada, infeccionada e com presença de larvas. Ele vivia em sofrimento contínuo, sem o devido cuidado. Isso não pode ser relativizado. Também identificamos a presença de diversos animais silvestres sem documentação legal. Esses são crimes ambientais e os responsáveis precisam ser responsabilizados”, afirmou Celso Christo.

De acordo com a legislação federal (Lei 9.605/1998) e o Código Municipal dos Direitos e do Bem-Estar dos Animais (Lei 6.385/2020), práticas de maus-tratos e posse irregular de animais silvestres podem resultar em multa, apreensão e perda definitiva da guarda dos animais.

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