O Cabo da Polícia Militar Thafny da Silva Fernandes será julgado na próxima sexta-feira (22) por matar o adolescente Carlos Eduardo Rebouças, então com 17 anos, em Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo.
O caso ainda envolve mais quatro policiais militares: Leonardo Jordão da Silva, Samuel Barbosa da Silva Souza, Tallisson Santos Teixeira e Wanderson Gonçalves Coutinho.
O Júri está marcado para às 8h, no Fórum Criminal de São Mateus. Thafny responde pela acusação de ter cometido o crime, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, em março de 2023.
Ele segue preso no Quartel do Comando-Geral em Vitória. Por decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), o processo, que tramita em sigilo, foi desaforado da Comarca de Pedro Canário para São Mateus. O desaforamento é uma medida processual que permite a transferência do local de julgamento.
O Ministério Público (MPES) ajuizou a denúncia em abril de 2023 e pediu que o policial fosse pronunciado e julgado perante o Tribunal do Júri. Agora, diz atuará pela condenação nos termos da denúncia, com base nas provas obtidas durante a investigação e a instrução processual.
Os crimes conexos praticados pelo denunciado e pelos demais agentes de segurança que estavam na ocorrência foram apurados pela Corregedoria da Polícia Militar, sob fiscalização do Ministério Público com atribuição junto à Vara da Auditoria Militar em Vitória, considerando a qualidade de policial militar dos envolvidos.
“O Ministério Público reafirma a relação de cooperação com a Polícia Militar (PMES), instituições que atuam de forma conjunta na promoção da segurança pública e no enfrentamento à criminalidade. O julgamento em curso diz respeito a uma situação individual e não reflete a atuação da corporação, que permanece como parceira indispensável do MPES na defesa da sociedade capixaba”, diz.
Relembre
O crime ocorreu na manhã do dia 1º de março de 2023, durante uma abordagem policial no bairro São Geraldo. Na ocasião, militares averiguavam um possível crime de posse ilegal de arma de fogo. Eles perseguiram um suspeito, que tentou fugir em uma casa, mas caiu do telhado. Ao pular o muro do local, em direção à rua, foi detido por um policial.
As imagens de câmeras de segurança mostraram que o réu determinou a outro policial militar que buscasse a viatura. Em seguida, efetuou pelo menos um disparo de arma de fogo contra a vítima, à curta distância, provocando a morte do rapaz, que estava com as mãos para trás, encostado na parede. O crime causou grande repercussão em todo o Estado e chegou a ser noticiado na imprensa nacional.










