Professor de jiu-jitsu foi morto por ciúmes de amante, diz polícia

O  professor de Jiu-Jitsu Stanley Stein, de 48 anos, assassinado em Araçás, Vila Velha, teria sido morto por ciúmes. O crime aconteceu em 28 de fevereiro deste ano. O suspeito, Rhaylan Moraes de Almeida, 35 anos, estaria se envolvendo com a ex-namorada do professor, Nicole Aparecida Muniz Liberato, 23 anos. As informações foram passadas na tarde desta quarta-feira (14).

O chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, delegado Daniel Fortes, contou que Nicole e Rhaylan foram presos cerca de 17 dias depois do crime. Os dois trabalhavam na mesma loja na época do crime e o suspeito com ciúmes, arquitetou o homicídio do professor.

“Quando o crime aconteceu, nossa equipe queria entender porque um crime desse teria ocorrido no bairro Araçás, que é considerado um bairro calma, e a luz do dia”, disse o delegado.

O delegado ressalta que, os envolvidos, tanto a vítima quanto os suspeitos não tinham passagem pela polícia. “Tentamos entender primeiro a ligação do executor com a vítima, mas não encontramos nada que ligasse um ao outro. Eles eram de mundos completamente diferentes. Então tomamos como partida o veículo usado no dia do crime.”

Professor de jiu-jitsu foi morto por ciúmes de amante, diz polícia
Divulgação/PCES

Carro ajuda identificar suspeito

Foi o carro que ajudou a polícia a encontrar Rhaylan e Nicole. O  superintendente da PRF-ES, Wermeson Pestana, destacou que a equipe de inteligência da Polícia Rodoviária Federal da Serra realizou um monitoramento do veículo para conseguir localizar o suspeito.

“Com o monitoramento, foi possível identificar as características do carro e saber se estávamos lidando com um veículo clonado ou não, e conseguimos confirmar que o veículo era legítimo.”

O  delegado Daniel Fortes, relatou que diante das informações a equipe conseguiu chegar até o proprietário do carro. “Identificamos que quem estava com o veículo naquele dia era um dos filhos do proprietário e que esse homem trabalhava com Nicole em uma loja.”

No dia do crime, câmeras de videomonitoramento registraram o carro do suspeito no local, além da rua que ele chegou, saiu, e a roupa que usava.

O delegado contou ainda que, no dia 17 de março, a equipe realizou uma operação para cumprir três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária.

“Um foi cumprido no local de trabalho do suspeito, outro na casa da Nicole e o terceiro na casa do Rhaylan. Na ocasião, os dois foram presos.”

Ainda de acordo com Daniel Fortes, a equipe conseguiu apreender arma de fogo usada no homicídio. “A arma estava no nome do suspeito. Ele fazia parte de clube de tiro em Cariacica.”

Professor de jiu-jitsu foi morto por ciúmes de amante, diz polícia
Superintendente da PRF-ES, Wermeson Pestana. Foto: divulgação

Aos policiais, Rhaylan contou que na semana do crime chegou a acompanhar a vítima para saber da rotina que o professor tinha. “Foi a própria Nicole que passou a rotina do Stanley para Rhaylan e deu o endereço da casa onde o professor morava com o pai.”

Motivação

Segundo o delegado, Nicole e Stanley, se relacionam de abril a dezembro de 2024. Após o término, Nicole começou a se envolver com Rhaylan, em janeiro de 2025.

A polícia contou ainda que acredita que a motivação do crime seja um ciúme que Rhaylan tinha de Nicole com o professor e ex-namorado da moça.

Para os policiais, o suspeito contou que o professor de Jiu-Jitsu não tinha mais um relacionamento com Nicole há pelo menos um mês, mas que constantemente Stanley passava na loja onde a ex-namorada trabalhava e incomodava a menina. “Ele disse ainda que, numa dessas idas do professor até a loja, o próprio Rhaylan foi até a vítima e a abordou. Na ocasião, os dois discutiram e o professor teria agredido o suspeito.”

O delegado pontuou ainda que, no dia 23 de fevereiro, Stanley teria encaminhado mensagens para Nicole, que pediu que ele parasse, e na mesma noite foi até a casa da jovem.

“Foi a partir dessa data que Rhaylan começou a acompanhar a rotina da vítima. Ele contou que foi até a casa do professor e aguardou a saída dele no dia 27 de fevereiro, mas na ocasião a vítima estava com a filha, então ele desistiu de cometer o crime naquele momento e voltou no dia seguinte.”

No dia 28, Rhaylan voltou até a rua do professor usando o carro do pai. Aguardou sentado e, quando Stanley saiu de casa, o suspeito levantou e atirou contra a vítima. Quando o professor caiu no chão, Rhaylan se aproximou e desferiu mais dois tiros e foi embora.

Professor de jiu-jitsu foi morto por ciúmes de amante, diz polícia
Stanley foi morto em Araçás, Vila Velha – Foto: reprodução/redes sociais

Nicole mente para polícia

O delegado Daniel Fortes lembrou ainda que no dia do crime Nicole foi intimada a comparecer à delegacia, na ocasião, a suspeita mentiu para a polícia. “No dia do crime surgiram muitos boatos, inclusive que o professor teria sido confundido com um policial. Naquela data Nicole foi intimada e mostramos pra ela as imagens do homicídio, ela disse que nunca viu o suspeito, não sabia quem era, mas quem conhece, mesmo que a imagem esteja longe ou um pouco distorcida, consegue reconhecer. E naquele momento ela mentiu para a polícia.” 

O delegado conta ainda que ao sair da delegacia, Nicole voltou para loja que trabalhava com o suspeito e contou que a polícia estava com a imagem. “Ela falou que não dava para reconhecer, mas que viu o carro e perguntou se ele usou o carro do pai, momento que ele confirmou”, contou.

Após o relato de Nicole, o suspeito pegou a esposa e passou o final de semana em um apartamento que seria da empresa que trabalhava. “O crime aconteceu na sexta-feira, depois disso, Rhaylan pegou a esposa e foi para esse imóvel e passou o final de semana com a esposa, já na terça-feira, ele levou para esse mesmo lugar a Nicole e lá perguntou se ela ficaria com ele mesmo depois de tudo. Naquele momento ele tinha consciência de que poderia ser preso.

Aos policiais, Rhaylan disse que foi até o encontro de Stanley e que esperava que o professor o reconhecesse e iniciasse uma briga. “A intenção dele era alegar legítima defesa.”

Aos policiais, Nicole negou envolvimento no crime. “Ela disse que não teve participação, mas ela deu o endereço de onde Stanley morava para o suspeito e mentiu na delegacia.”

O delegado afirmou que os dois seguem presos.

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