Advogado mineiro envolvido em confusão em Guarapari tem registro na OAB suspenso

O advogado mineiro Eduardo Santos Simões de Almeida, de 34 anos, teve inscrição suspensa por 90 dias pela Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais (OAB-MG).

Ele foi preso no último sábado (10), em Guarapari, acusado de captação irregular de clientes no caso relacionado à tragédia de Mariana (MG). Na noite dessa segunda-feira (12), ele foi solto do presídio após o pagamento de fiança de R$ 20 mil.

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Espírito Santo (OAB-ES), Eduardo organizou um encontro com centenas de atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco, utilizando a quadra de um colégio particular no bairro Itapebussu.

No local, montou uma estrutura com computadores, impressora e máquina de xerox para prestar atendimentos jurídicos, mesmo sem ter inscrição suplementar para atuar no Estado.

Ao tomar conhecimento da ação, a subseção da OAB em Guarapari foi até o local. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o advogado usando palavras de baixo calão e ameaçando a presidente da subseção, Mônica Goulart. “Quero ver se ela vai ter coragem de chegar no portão. Você vai me conhecer de verdade”, diz Eduardo nas imagens.

Mônica compareceu ao colégio acompanhada por integrantes da Comissão de Prerrogativas da OAB e por policiais militares. Ao confirmar as denúncias, a Polícia Militar conduziu o advogado até a delegacia.

A presidente da OAB-ES, Érica Neves, também esteve presente no local e, segundo relatos, foi ameaçada e quase agredida fisicamente por Eduardo, sendo afastada por policiais militares no momento do tumulto.

Em nota oficial, a OAB-ES afirmou que “não vai tolerar captação irregular de clientes, tampouco episódios de violência contra advogados – especialmente contra mulheres no exercício legítimo de suas funções”. Érica Neves classificou a postura de Eduardo como “desprezo pela profissão” e disse que a seccional capixaba seguirá agindo com “firmeza” diante de casos semelhantes.

Segundo as informações divulgadas, o mesmo advogado ainda é investigado por outros quatro casos semelhantes a este de Guarapari.

A reportagem tenta contato com a defesa de Eduardo. O espaço está aberto para manifestação sobre o caso.

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