Polícia pede ajuda para localizar terceiro acusado da morte de vigilante na Serra

Três dos quatro envolvidos na morte do vigilante Vanderli Ferreira Costa, em outubro de 2023, foram identificados e encontrados. Porém, André Barbosa, vulgo André Cabeludo, de 42 anos, segue foragido. Ele tinha se evadido do sistema prisional no ano do crime durante uma saída temporária.

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Serra, prendeu dois homens, Gustavo Santos de Barros, de 21 e Josué Gonçalves de Oliveira, V. “Fumaça”, 29 anos, investigados pela morte do vigilante Vanderli Ferreira Costa, de 37 anos, morto enquanto trabalhava em uma linha férrea da mineradora Vale, no bairro Central Carapina, na Serra.

Polícia pede ajuda para localizar terceiro acusado da morte de vigilante na Serra
Gustavo Santos de Barros de 21 e Josué Gonçalves de Oliveira, V. “Fumaça” 29 anos/ Divulgação PCES

O crime ocorreu no dia 16 de outubro de 2023. Um terceiro homem, também investigado pelo crime, encontra-se foragido. Os três indivíduos foram denunciados e são réus em ação penal. Além deles, também foi identificada a participação de um adolescente que já está à disposição da Justiça.

A Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue na busca pelos envolvidos em um latrocínio que chocou a população capixaba no final de 2023. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (14), o delegado chefe da DHPP, Rodrigo Sandi Mori, detalhou os avanços na investigação e a prisão de suspeitos, além de alertar sobre a importância da colaboração da população para capturar o último foragido.

O crime, que ocorreu no bairro Central Carapina, teve um desfecho trágico. A vítima foi baleada na cabeça durante uma tentativa de assalto. “O objetivo do Gustavo era disparar a arma de fogo para assustar os vigilantes, facilitando o roubo. Porém, o tiro atingiu a cabeça da vítima, que morreu uma hora depois do disparo”, revelou o delegado Mori. O vigia estava desarmado, o que dificultou ainda mais o trabalho dos criminosos. “Eles buscavam roubar as armas e coletes, mas os vigilantes não estavam armados”, explicou.

Além disso, o delegado revelou que Gustavo, já com histórico criminal, foi identificado como o responsável pelo tiro fatal. Após uma intensa investigação, que envolveu análise de imagens e denúncias, a DHPP conseguiu localizar e prender Gustavo em outubro de 2023. “Ele confessou a participação no crime, e em seguida, conseguimos identificar outros envolvidos, incluindo um adolescente que também participou da ação”, afirmou Mori.

Em janeiro deste ano, Josué, outro suspeito, foi preso no bairro Civit. Durante a investigação, a DHPP identificou ainda a participação de outros dois adultos, todos com antecedentes criminais relacionados a roubos, homicídios e tráfico de drogas. O delegado destacou a gravidade dos envolvidos: “Eles possuem passagens por diversos crimes, incluindo tentativa de homicídio e associação criminosa”, disse.

A repercussão do caso foi alarmante devido à brutalidade do crime e à escalada de violência que a região tem enfrentado. “Trabalhando há 10 anos na DHPP, nunca vi uma cena tão chocante como essa”, confessou o delegado, referindo-se à imagem da vítima e a violência empregada pelos criminosos.

A DHPP continua na busca pelo último foragido, um indivíduo que foi beneficiado por uma saída temporária do regime semiaberto e não retornou ao presídio. “Ele se evadiu e continua cometendo crimes, colocando em risco a segurança pública”, afirmou o delegado. Ele pediu apoio da população para localizar o criminoso: “Se alguém tiver informações sobre o paradeiro deste indivíduo, denunciem pelo 181 ou através da nossa página no Instagram, garantindo o sigilo da identidade do denunciante”, pediu.

Com relação ao adolescente envolvido, o delegado informou que ele foi ouvido e confessou sua participação no crime. Além disso, a DHPP representou pela internação do jovem, aguardando a decisão do juiz sobre sua situação.

Os três maiores envolvidos no crime foram indiciados por latrocínio consumado, latrocínio tentado, associação criminosa e corrupção de menores. Eles já respondem judicialmente por essas acusações e são réus em processo na primeira vara criminal do município da Serra.

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