Radialista capixaba investigado por atos golpistas é preso no Paraguai pela Interpol

O radialista capixaba Max Pintangui, investigado pelos atos golpistas do 8 de janeiro em Brasília, foi preso nesta quinta-feira (14) no Paraguai pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). A confirmação é do advogado dele, Marcelo Brasileiro. Outras pessoas também foram detidas.

Segundo o advogado, hoje o radialista foi convidado a comparecer em um órgão paraguaio para retirar documento definitivo de estadia no país, pois estava com um provisório. Mas na saída de casa havia uma equipe da Interpol, que o prendeu.

“Provavelmente ele deve ser enviado para Brasília, mas depois ele deve vir para o Espírito Santo por conta da família, ele tem um filho deficiente físico. Da parte da defesa é aguardar o desdobramento da ação de hoje”.

Max Pintagui será entregue na tríplice fronteira (Paraguai, Brasil e Argentina) e a defesa aguarda novas informações para poder atuar. “O asilo foi concedido a ele e a família. Vou conversar com a esposa dele, para ver o que ela vai decidir”, disse Brasileiro.

Asilo

Max Pitangui estava foragido desde dezembro de 2022 e vivendo no Paraguai com documento de asilo político. Ele foi para a país em meio a uma operação comandada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que aconteceu no dia 15 do então mês, e culminou nas prisões do vereador Armandinho Foutoura (Podemos) e do jornalista Jackson Rangel, além da determinação de uso de tornozeleira eletrônica aos políticos Carlos Von (DC) e Capitão Assumção (PL).

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) afirma que Max Pitangui tem diversas ocorrências de ataques criminosos contra Ministros do STF e também contra o Estado Democrático de Direito.

“O indivíduo tem reiterando continuamente se manifestado de forma abusiva, não só questionando (sem provas) a lisura do pleito eleitoral, mas também incitando a abolição próprio Estado Democrático de Direito mediante intervenção militar e/ou tomada violenta de poder, representando verdadeira liderança dos Movimentos antidemocráticos (assim reconhecidos pela e Suprema Corte na ADPF 519) nesta unidade da federação”, afirma o MPES, no processo.

A documentação de exílio dava a Pitangui e a família direitos de cidadãos paraguaios, incluindo trabalhar. De acordo com Brasileiro, no processo de asilo no Paraguai, o radialista precisou, além de declarar os motivos, provar que estava sofrendo “perseguição política”.

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