Mais de 300 agressores de mulheres são presos em 10 municípios do ES

A Polícia Civil prendeu 330 homens acusados de violência contra a mulher, em 10 municípios, durante a Operação “Shamar”. Destes, 55 foram em cumprimento de mandado e 275 em flagrante.

Também foram apreendidas 18 armas de fogo e 254 munições durante a ação, comandada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), Gerência de Operações Integradas, coordenação operacional estadual da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), Divisão Especializada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil, Polícia Militar e Divisão de Direitos Humanos da Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Comunitária.

Coronel Sebastião Biato, gerente de Operações Integradas da Sesp, explica como foi a Operação. “A Operação Shamar é de âmbito nacional, promovida pelo Ministério da Justiça e abraçada por todos os estados da federação. Ela visa o combater a violência domiciliar e o feminicídio. Operamos em poucos dias, de 21de agosto a 15 de setembro. A prevenção foi o mais importante, porque conseguimos saldos positivos em prevenção e repressão, mas também destacamos a integração das policias no estado”.

A delegada Cláudia Dematté, da Divisão Especializada de Atendimento À Mulher da Polícia Civil, destaca como as ações aconteceram. “Foram ações integradas com a PM e PC, visando o enfrentamento a violência doméstica e familiar contra a mulher. Além disso, buscamos realizar ações de prevenção e repressão com as delegacias móveis da PC nos municípios de São José do Calçado, Guaçuí, Muqui, Laranja da Terra, Vargem Alta, Iconha, Boa Esperança, Conceição da Barra, São Gabriel da Palha e Pancas”.

Mais de 22 mil orientações foram realizadas na operação integrada, com folhetos explicativos e telefones para fazer denúncias. “Nossas equipes foram para as ruas e escolas, onde realizamos palestras para mais de 8 mil crianças e adolescentes onde ministramos 57 palestras. Nosso objetivo é instruir as crianças e adolescentes para que os meninos são sejam futuros agressores e as meninas possíveis vítimas”.

A orientação da delegada é não se calar e denunciar desde a primeira violência sofrida que, em geral, não começa com agressão.

Patrulha Maria da Penha

A Capitã Pandolfi, da Divisão de Direitos Humanos da Polícia Militar, destaca como a patrulha age. “Atuamos em conjunto com a Operação Shamar com a Polícia Civil nos 78 municípios. Nosso objetivo é realizar as visitas tranquilizadoras às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Então, durante a Operação, essas ações foram reforçadas para chamar a atenção delas sobre os direitos que tem. Então nós atuamos em conjunto para reforçar as ações da Patrulha Maria da Penha, com ações educativas, repressivas, fiscalização”.

Quando a vítima tem medida protetiva de urgência, o Programa Maria da Penha é oferecido para ela ser acompanhada. “Nós entramos em contato e agendamos visitas. Por entender que a chegada de uma viatura pode constranger a mulher, entramos em contato com ela para que a mesma escolha o melhor lugar. Vamos ao local, conversamos, fiscalizamos a efetividade da medida para saber se tudo está em ordem, se, de fato, a Lei foi cumprida como o juiz determinou, se o agressor parou de fazer contatos, se está respeitando a distância estipulada, se parou de fazer ameaças, além disso, nós fazemos contato com os CRAS, CREAS, Secretaria de Saúde e Assistência Social.

Significado

“Shamar”, em hebraico, significa “cuidar, guardar, proteger, vigiar, zelar”.

Texto de Andressa Mota

Edição de Thais Rossi

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