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Espírito Santo tem seu primeiro caso de morte por gripe A (H1N1)

A primeira morte em decorrência da gripe A (H1N1) foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). A vítima era moradora da cidade de Anchieta. O caso aconteceu em maio e só esta semana foi confirmado após a divulgação dos exames.

Segundo a médica especializada em Influenza no Estado, Silvana Guasti, o quadro do paciente evoluiu muito rápido. Além deste caso, há outros dois sendo investigados pelo Estado registrados em Vitória e no interior do Espírito Santo.

A médica explicou que o vírus Influenza H1N1 está circulando por todos os continentes, junto com os outros tipos. Os sintomas da doença são muito parecidos com os outros tipos de Influenza: febre e tosse, acompanhado de dor muscular, de cabeça, de garganta ou nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza e cansaço.

58% de consultas e exames especializados são desperdiçados

Em 2012, do total de 593.025 consultas e exames especializados ofertados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aos 78 municípios capixabas, 348.373 (58%) foram desperdiçados porque o paciente não compareceu ou porque o agendamento não foi feito pelas centrais de agendamento municipais. Além de prejuízos financeiros para a rede pública, essa situação também acaba gerando atrasos para quem precisa de atendimento.

Quando acontece uma falta, o médico fica ocioso e alguém que aguarda poderia ser adiantado. “Uma vez que o paciente não comparece, ele volta para a fila, criando um círculo vicioso, dificultando a diminuição desta”, explica a coordenadora da Central de Marcação de Exames e Consultas da Sesa, Resy Alves.

O agendamento é feito por meio de um sistema informatizado diretamente pelo município junto aos prestadores de serviço disponibilizados pelo Estado, que podem ser da rede própria, instituições contratualizadas, credenciadas ou conveniadas. Além de agendar, o município é o responsável também por avisar o paciente e providenciar o transporte.

Da oferta total de consultas e exames disponíveis, cada município recebe mensalmente uma cota baseada em critérios populacionais. “Se o município recebe 10 cotas, agenda as 10 e só cinco pacientes comparecem, isso acaba contribuindo para uma demanda reprimida”, explica a coordenadora.

Em termos financeiros, não há um cálculo exato das perdas globais porque os exames especializados têm um valor variável, podem custar R$ 10,00, R$ 200,00 ou até mais. Entretanto, no que tange às consultas, é possível dizer que no ano passado a perda ultrapassou R$ 1 milhão – calculando-se o índice de faltas pelo valor da consulta médica especializada.

2012

– Consultas e exames ofertados: 593.025
– Faltas: 132.622
– Não agendamentos: 215.751
– Faltas + não agendamentos (perda): 348.373 (58%)

Médicos realizam ato público e questionam a necessidade de importar profissionais cubanos

(por Lívia Meneghel – [email protected])

Médicos de todo o Brasil realizaram um ato público nesta quarta-feira (03). No Espírito Santo, algumas das reivindicações contempladas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-ES) são melhorias na infraestrutura da saúde, além da revalidação dos médicos, elaboração de um plano de carreira que contemple todas as três esferas do poder e questionam, também, a necessidade de importar profissionais cubanos, investindo um valor de R$ 140 milhões.

Segundo o presidente da Associação Médica do Espírito Santo (AMES), Carlos Magno, todos os médicos precisam ser analisados e testados, como demonstrar domínio do nosso idioma, entre outros. “Aceitar a vinda deles sem esses pré-requisitos é deixar de cumprir a lei brasileira. Não sou contra a vinda, e sim contra aqueles que não têm prova de revalida. Contratar médicos sem capacidade técnica e científica é pôr a vida da população em risco”, explica.

O diretor do AMES, Gustavo Ricallo, ressalta que os R$ 140 milhões repassado à Cuba é um contra-cheque, e que é uma questão de tempo para essa bomba relógio estourar, em 6, 7 anos. “O CRM vem denunciando através de relatórios desde 2010. Não vamos atuar burlando a lei nem compactuar com isso”.

Em setembro, representantes do CRM capixaba estarão em Washington, EUA, na Comissão Interamericana de Direitos Americanos, com o intuito de denunciar sucateamento do corpo médico do Estado. Além disso, foi criada uma petição que reivindica o direcionamento de 10% do PIB à saúde, com mais de 1,5 milhões de assinaturas.

“A categoria médica também acordou”, disse o vice-presidente do AMES, Otto Batista. “Toda estrutura está sucateada – medicamentos, unidades de saúde, materiais. Queremos mostrar que a população brasileira tem valor e que todos têm o mesmo direito à vida e condições de trabalho dignas. São cidadãos que merecem respeito”.

Manifestação

Em Vitória, cerca de 200 estudantes de medicina e profissionais da área marcharam da sede do CRM, em Bento Ferreira, até a Assembleia Legislativa. A mobilização nacional teve como finalidade protestar contra a fala do governo federal sobre a falta de corpo médico no país e para reivindicar melhores condições de trabalho. Hoje, há 400 mil médicos em todo o Brasil, 17 mil só no Espírito Santo e 500 médicos se formam anualmente.

Secretário de Saúde vai prestar contas à Assembleia

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, presidida pelo Deputado Estadual Doutor Hércules, recebe nesta quarta-feira (03) o Secretário de Estado da Saúde, Dr. Tadeu Marino, para a prestação de contas do 3º quadrimestre de 2012 e 1º quadrimestre de 2013. O evento será realizado no plenário Dirceu Cardoso, às 15 horas.

Na oportunidade, os deputados presentes poderão verificar o andamento das ações realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde e também cobrar do secretário, Dr. Tadeu Marino, melhorias na área.

A prestação de contas da Secretaria de Estado da Saúde na Assembleia Legislativa é uma determinação constitucional e deve ser feita anualmente. É na prestação de contas que o secretário Dr. Tadeu Marino apresenta o orçamento da pasta e detalha como os gastos vêm sendo realizados.

Ministério Público defende harmonia entre os Poderes

O procurador geral de Justiça, Eder Pontes, participou da sessão do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, na tarde desta quinta-feira (27), em que leu mensagem abordando a harmonia entre os Poderes. Destacou o chefe do Ministério Público Estadual que “a harmonia deve ser o centro das relações interinstitucionais, sem se descuidar do papel constitucional de cada ator desse cenário democrático”.

Eder Pontes lembrou que as atuações do Ministério Público e do Pode Judiciário encontram-se delimitadas na Constituição Federal. Ressaltou, porém, que as duas instituições defendem os mesmos objetivos: “A pacificação social, a defesa de políticas públicas de forma eficiente, o combate à corrupção e à criminalidade”.

O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, agradeceu as palavras do procurador geral de Justiça e reafirmou o propósito do Poder Judiciário capixaba em estar de mãos dadas com o Ministério Público para melhorar as condições de vida da população:

“Reafirmamos nossa amizade, nossa parceria, nossa união. Com elas, quem ganha é a cidadania e quem perde são as pessoas que desrespeitam as leis”, disse Pedro Valls Feu Rosa.

Pós-graduação em outros países poderá ser aceita

Projeto de lei proposto pelo presidente da Comissão de Educação, deputado Da Vitória (PDT), com o endosso e assinatura dos colegas Gilsinho Lopes (PR), José Esmeraldo (PR), Rodrigo Coelho (PT), Marcos Mansur (PSDB) e Roberto Carlos (PT) prevê que a administração estadual poderá aceitar, em processos de seleção ou promoção para docentes e pesquisadores nas instituições estaduais de ensino, títulos de pós-graduação stricto sensu obtidos em cursos presenciais e regulamentados em universidades de países do Mercosul e Portugal.

O PL 198/2013 proíbe a administração pública estadual de negar efeito aos títulos e estabelece também que editais de concurso público para seleção de docentes e pesquisadores não poderão conter exigências que ferem a norma. O reconhecimento de títulos se limita a Portugal e os países membros do Mercosul, pois possuem tratados de reciprocidade acadêmica com o Brasil.

De acordo com justificativa do projeto, mais de 20 mil profissionais em todo o País ainda têm dificuldades para revalidação do diploma, sendo cerca de três mil profissionais só no Estado. Caso o projeto seja aprovado e sancionado pelo governador Renato Casagrande (PSB), caberá ao Poder Executivo regulamentar a lei no prazo de 90 dias.

“Será um ganho muito grande para a educação de nosso Estado, que passa a reconhecer a experiência de profissionais que se especializaram em outras nações. Hoje, quem se espacializa lá fora não tem esse mérito reconhecido. É uma triste realidade. Ganha o Espírito Santo, ganha a nossa educação”, sinalizou Da Vitória, que recebeu representantes do sistema educacional, no ano passado e este ano, que reivindicavam tal reconhecimento.

Em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa em 2012 , profissionais de educação e autoridades se queixaram da pouca oferta de vaga para pós-graduação em universidades federais brasileiras, uma das principais causas para “um número exorbitante de profissionais e estudantes que migram para outros países na busca de qualificação e conhecimento”, defende o texto do projeto.