21 de setembro é o Dia da Árvore, cuja importância é conscientizar a população sobre a importância da preservação das florestas e do meio ambiente. No Espírito Santo os esforços de recuperação ambiental na Bacia do Rio Doce alcançam um marco importante para a biodiversidade da Mata Atlântica. Por meio da Rede Rio Doce de Sementes e Mudas a iniciativa já contabiliza mais de 185 toneladas de sementes nativas coletadas em Minas Gerais e no Espírito Santo.
O projeto é vital para a recomposição ecológica em larga escala ao garantir a diversidade genética da flora regional. Ao todo, o banco de sementes abriga 354 espécies nativas da Mata Atlântica, destinadas à semeadura direta, produção de mudas e recuperação de áreas degradadas ao longo de toda a bacia hidrográfica.
Diagnóstico ambiental e avanços no Espírito Santo

A estratégia de restauração ambiental no território capixaba ganha tração com ações focadas na Mata Atlântica e em ecossistemas costeiros:
Expansão em Alto Rio Novo: A mobilização da Associação de Coletores local impulsionou a coleta de sementes de 3 toneladas em 2025 para uma previsão de 10,5 toneladas em 2026 — mais que o triplo do volume anterior.
Recuperação de Manguezais em Anchieta: Para atender a condicionantes ambientais do Ibama limítrofes a uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS), a empresa mantém o cultivo direcionado de mangue-branco (Laguncularia racemosa) e mangue-preto (Avicennia schaueriana). A meta é produzir 14 mil mudas para reflorestar 14 hectares de ecossistema de manguezal até meados do próximo ano.
Presença em Linhares: O município figura como outro polo estratégico da Rede no estado para a coleta de espécies nativas.
Produção de mudas e proteção a Unidades de Conservação
A infraestrutura dedicada à recomposição florestal tem como motor o Centro de Desenvolvimento Ambiental, Social e Florestal (Cedasf), localizado em Ouro Preto (MG). Em 2026, o viveiro atingiu capacidade operacional superior a 300 mil mudas por ano, superando a marca histórica de 1 milhão de mudas produzidas desde a sua fundação em 2019 — sendo mais de metade cultivada no biênio 2025-2026.
As mudas alimentam projetos de reparação ecológica, compensação de licenças ambientais e proteção de áreas sensíveis:
Corredores Ecológicos: Os plantios vinculados às licenças cobrem cerca de 1,9 mil hectares, muitos situados nas divisas de Unidades de Conservação vitais, como o Parque Estadual da Serra do Brigadeiro e o Parque Estadual do Itacolomi.
Resgate de Espécies: O cultivo prioriza espécies nativas da bacia — como ipês e quaresmeiras —, incluindo exemplares ameaçados de extinção.
Aplicações Diversificadas: O material vegetal atende às exigências da Licença de Operação Corretiva (LOC), recomposição dos trechos 1 a 11 do Rio Doce, campanhas de conscientização e doações para ações científicas e comunitárias, como parcerias com a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
Conservação aliada ao desenvolvimento social
A restauração ecológica da Bacia do Rio Doce também se sustenta pelo engajamento comunitário. A Rede reúne cerca de 1.250 coletores ativos, distribuídos em 33 núcleos nos dois estados. Desde o início da iniciativa, mais de R$ 16,4 milhões foram repassados diretamente às comunidades, unindo a salvaguarda da biodiversidade ao aproveitamento do conhecimento tradicional das populações locais.










