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Ministério da Saúde ainda não cogita ‘plano B’ para remanejamento de vacinas da dengue

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério da Saúde ainda não considera necessário um plano alternativo para a redistribuição de doses de vacinas da dengue, caso não haja uma boa procura pelas doses remanejadas, disse a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Segundo Maciel, uma reunião foi feita com o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) na última quinta-feira (11) e não houve relatos que fizeram a pasta cogitar a criação de uma segunda estratégia.

“Nós não tivemos nenhuma notícia dos estados ou municípios de que estão com excesso de doses. Não fomos informados que haveria um grande número com possibilidade de vencimento para que a gente pudesse pensar em uma outra estratégia, então no momento, permanecemos nessa estratégia”, afirmou.

O atual público-alvo da vacinação inclui crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de municípios com alta transmissão da doença e incidência do sorotipo 2 da dengue.

O remanejamento é feito por estados e municípios. A pasta, no entanto, disponibilizou um ranking de municípios a receberem as doses, com base no número absoluto de casos por cidade.

“Como eram poucas doses para serem remanejadas, não acreditamos que vá haver problema. Se houver problema, aí a gente pensa se precisamos, para essas doses que vão vencer em junho e julho, alguma outra necessária uma estratégia como a ampliação da faixa etária, por exemplo. Mas, nesse momento, não temos uma outra ação”, disse.

A secretária afirmou não ser possível informar sobre a quantidade de vacinas remanejadas que já foram aplicadas. Os municípios usam sistemas próprios para a contagem e há ainda um pequeno atraso no envio da Rede Nacional de Dados em Saúde, diz Maciel.

O remanejamento foi planejado pela pasta após a baixa procura pelo imunizante. Com isso, o ministério recomendou, no início de março, a ampliação da faixa etária para vacinação -inicialmente, a recomendação era de que a vacina fosse aplicada em pessoas de 10 a 11 anos de idade- e decidiu aumentar a quantidade de municípios que receberão as doses.

Os imunizantes com vencimento mais próximo fazem parte dos fornecidos sem custo ao Ministério da Saúde pela Takeda, fabricante da vacina QDenga, que totalizam mais de 1,2 milhão de doses. Desse total, 668 mil tinham vencimento em 30 de abril.

Os estados têm até o dia 30 de abril para informar ao ministério quantas doses foram remanejadas para cada município, para que a pasta possa garantir as segundas doses aos que já receberam a primeira.

Além das doses doadas, as 5,2 milhões de doses foram compradas pela pasta -com prazo de validade para 2025- irá garantir a imunização de 3,2 milhões de pessoas.

LUANA LISBOA

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