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Vício em alimentos pode ser compulsão alimentar e até fome emocional

É muito comum ouvirmos pessoas dizerem que são viciadas em alimentos de forma geral, na maioria das vezes, os industrializados. Aqueles feitos de açúcar faz com que as pessoas minimizem os efeitos contínuos do consumo.

Além do açúcar, há também outros alimentos que geram comportamentos que levam a ingestão excessiva. O psicólogo André Zonta explica, em primeiro momento, a diferença entre o vício e a dependência.

Segundo ele, o organismo necessita de alimentos para manter o corpo saudável. Porém, algumas pessoas podem desenvolver compulsões alimentares ou fome emocional, que as aprisionam em determinados comportamentos. Logo, a diferença entre o vício e a dependência se dá pela forma com que o indivíduo lida com o alimento. 

“Pode-se observar que o vício está ligado a um determinado comportamento de repetição que se tornou um hábito. A pessoa pratica de modo contínuo, mas, com o devido suporte, consegue notar que pode abrir mão daquele determinado alimento em alguns momentos. Já na dependência, a pessoa não consegue notar tão conscientemente que está se regulando emocionalmente através da utilização de determinados alimentos. Em geral, alimentos altamente calóricos e carregados em açúcares”, explica o psicólogo. 

Apesar de haver diferenças, há uma linha muito tênue entre ambos os comportamentos. De acordo com psicólogo, é possível que eles possam ocorrer simultaneamente com várias pessoas, mas sem que elas percebam essa diferença. 

“É importante saber que um determinado alimento que você consegue regular o consumo significa que você estava viciado naquele componente, mas que pode diminuir de forma gradual e, ainda assim, se sentir bem. Quando ocorre a dependência, a pessoa poderá apresentar até mesmo comportamentos de abstinência, necessitando substituir um alimento por outro equivalente, mas menos intenso em caloria e açúcares. É importante acompanhamento com um psicólogo para tratar das questões emocionais que estão ligadas à alimentação e de um nutricionista para construir uma reeducação alimentar com a pessoa”, ressalta André Zonta.  

Alimentação

A nutricionista Dalyla Formagine explica os casos mais comuns de vício em alimentos. Na maioria deles, esses vícios são em alimentos ultraprocessados, chamados de “super palatáveis”. 

“Mesmo não sendo um ato seletivo, na maioria das vezes os ataques são a alimentos ultraprocessados, uma vez que são super palatáveis e trazem prazer momentâneo. O tratamento exige uma equipe multidisciplinar em que se trata o comportamento”, explica a especialista. 

O açúcar é um dos principais componentes desses alimentos “super palatáveis”, sendo capaz de liberar neurotransmissores pelo cérebro, que estão associados ao prazer e melhora do humor. Por isso o desejo de comer sempre mais.  

“Essa sensação boa dura poucos minutos após ingestão e, dependendo da quantidade consumida, causa arrependimento, o que pode gerar frustração. E esse mecanismo é um dos gatilhos para desenvolver vícios alimentares. Alimentos ricos em farinha branca e ultraprocessados no geral também são capazes de causar essas sensações, uma vez que alteram nossas preferências alimentares, devido a alteração de paladar.

A nutricionista ressalta, ainda, que nos últimos anos tem visto um descontrole alimentar da população. Segundo ela, o consumo de alimentos ultraprocessados aumentou 30% desde 2020. 

“Isso tem uma relação direta com o aumento da obesidade, diabetes, esteatose hepática não alcoólica (gordura no fígado), hipertensão, baixa imunidade e tantas outras doenças. São alimentos ricos em açúcares, aditivos químicos, conservantes, realçadores de sabor, entre eles glutamato monossódico e corantes, que alteram nosso paladar ao longo dos anos, permitindo que se busque sempre mais por esses alimentos”, diz Dalyla. 

Por fim, a especialista explica que, para se livrar do vício desses alimentos ultraprocessados, devem ser feitas algumas mudanças de hábitos para que a pessoa se adeque a uma rotina mais saudável. Exemplos: ir à feira, cozinhar e preparar mais legumes, ter mais opções de frutas em casa e incluir mais alimentos naturais no dia a dia. 

“Vivemos um momento em que as pessoas acham comida de verdade sem graça e é preciso mudar isso. Quanto mais natural o alimento, mais nutriente ele fornece para nosso corpo e menor a chance de adoecer e aumentar de peso. A alimentação rica em comida de verdade precisa ser a base da rotina alimentar – são eles que fornecem vitaminas, minerais, fibras, gorduras e carboidratos bons e proteínas. E os demais alimentos e/ou produtos alimentícios são exceção e não regra alimentar”, completa a nutricionista.

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