Quando deverá ser o pico do Super El Niño em 2026?

A projeção da formação de um Super El Niño promete alterar de forma significativa o clima no Brasil nos próximos meses.

O pico do Super El Niño é esperado entre os meses de outubro, novembro e dezembro. Os impactos tendem a se intensificar no decorrer deste segundo semestre, segundo a MetSul Meteorologia.

Os efeitos serão mais expressivos e preocupantes no Sul do Brasil. De acordo com avaliação da MetSul, além do Rio Grande do Sul, bastante afetado entre 2023 e 2024, os estados de Santa Catarina e Paraná também serão muito atingidos.

O El Niño já começou oficialmente. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a consolidação das condições do fenômeno no Oceano Pacífico, com alertas de 81% de probabilidade para atingir intensidade muito forte (Super El Niño).

El Niño pode ser o mais forte em 150 anos. A previsão aponta que o evento superará os anteriores porque a anomalia de temperatura no Pacífico Centro-Leste deve alcançar entre +3°C e +4°C. Esse nível de aquecimento nunca foi observado nos últimos 150 anos.

Evento se desenvolveu muito mais cedo que em outros anos. O grande diferencial é a rapidez da formação, atingindo o patamar de +2°C de anomalia já na metade do ano. Em episódios históricos como os de 1982, 1997 e 2023, essa marca só foi alcançada no final do ano.

Mesmo longe de seu ápice, fenômeno já demonstra força ao alterar o clima no país. A consequência imediata tem sido a chuva excessiva e temporais no Sul, além de bloqueios atmosféricos nas demais regiões.

Volumes de chuva devem atingir níveis extremos nos próximos meses. Os acumulados de precipitação aumentam expressivamente no Sul a partir de julho, com alto risco de cheias de rios e enchentes.

O Rio Grande do Sul amanheceu hoje sob a primeira enchente do El Niño 2026-2027. Rios fora do leito nos vales e outras áreas do centro e do norte do estado foram registrados após volumes excessivamente altos de chuva que atingiram até duas vezes a média histórica de precipitação de julho inteiro.

Frequência de tempestades severas será cada vez maior na região Sul. A partir de agora, cresce consideravelmente a ocorrência de temporais acompanhados de granizo e ventos fortes. Episódios mais graves podem gerar fenômenos de grande poder destrutivo, como tornados e microexplosões atmosféricas.

Ainda segundo a MetSul, não é possível confirmar a repetição do cenário de 2024 no Rio Grande do Sul. Embora este El Niño possa ser mais forte que o anterior, tragédias dessa magnitude dependem da combinação de múltiplos fatores no curto prazo. Como cada evento produz impactos diferentes, não há como prever enchentes catastróficas com antecedência prolongada.

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

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