Moradores e investidores apostam na força do MPES para paralisar mudanças na Enseada do Suá

Na tarde desta terça-feira (8) acontecerá uma audiência pública na sede do Ministério Público do Espírito Santo, em Vitória, para discutir com a prefeitura da capital, moradores e empresários da Enseada do Suá, as mudanças viárias na região.

Na última semana uma audiência pública também foi realizada na Câmara de Vereadores e a população mais impactada na região não se sentiu atendida ou representada no debate. “Não nos permitiram falar e o que temos vivido nos prejudica. A associação de moradores foi convidada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo para participar de uma audiência e esperamos que prevaleçam o bom senso, a escuta ativa e o respeito às legítimas demandas da população. A Enseada do Suá não pode aceitar imposições. Defendemos um bairro com segurança, participação popular e respeito ao meio ambiente. Ressaltamos que a comunidade requer que a municipalidade execute exatamente o projeto que foi apresentado e que foi licitado, com o maior fluxo de veículos sendo direcionado à Av. João Batista Parra e não à Rua Clóvis Machado, que foi sacrificada na execução do projeto”.

O MPES recomendou, em junho, após representação da Associação de Moradores, Empresários e Investidores da Enseada do Suá (Amei-ES), que a Prefeitura Municipal de Vitória (PMV) suspendesse as mudanças para circulação de veículos. Por meio de uma notícia de fato instaurada, um ofício foi encaminhada à prefeitura a suspensão até que estudos e justificativas fossem apresentadas.

As obras na Enseada do Suá fazem parte do Plano Mobilidade Leste que, segundo a PMV, visa melhorar a mobilidade no entorno da Terceira Ponte. As mudanças que a gestão está realizando alteram sinalizações e tráfegos em vias. As ruas impactadas são Raulino Gonçalves, Clóvis Machado e João Batista Parra.

Em maio a reportagem de ES Hoje já tinha retratado a situação no bairro. A reclamação, na época, não se tratava apenas de insatisfação com as mudanças, mas os impactos que já se gerava no trânsito. A população local reclamava dos transtornos para sair ou retornar de suas casas.

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