O Espírito Santo passa a contar com uma nova instituição voltada à promoção da equidade de gênero. Lançado nesta semana, em Vitória, o Instituto MADÁ é uma entidade privada sem fins lucrativos que pretende atuar na produção de pesquisas, desenvolvimento de ações educativas e articulação com o poder público para contribuir com a formulação de políticas públicas voltadas às mulheres e meninas.
Com sede na capital capixaba, o instituto terá atuação em todo o Estado e integra redes nacionais e internacionais ligadas à defesa dos direitos das mulheres. A proposta é utilizar dados, metodologias participativas e evidências científicas para enfrentar desigualdades de gênero e ampliar a participação feminina na construção de políticas públicas.
Segundo a diretora-executiva do Instituto MADÁ, Mariana Klein, a iniciativa busca transformar conhecimento em ações concretas.
“A MADÁ nasce para enfrentar as desigualdades de gênero de forma concreta, com pesquisa, educação e articulação política. Não basta identificar os problemas; é preciso construir ferramentas que efetivamente mudem a vida de mulheres e meninas no dia a dia”, afirmou.
Mariana destacou ainda que o Espírito Santo foi escolhido como ponto de partida devido ao conhecimento sobre a realidade local, mas a intenção é ampliar a atuação da entidade para outras regiões do Brasil e da América Latina.

Três eixos de atuação
As ações do instituto serão organizadas em três áreas estratégicas: Educação Emancipadora, Justiça Climática e Pesquisa e Tecnologias Sociais. Os projetos serão desenvolvidos com metodologias participativas, perspectiva interseccional e diálogo com as comunidades envolvidas.
Na área educacional, a proposta é desenvolver programas voltados à autonomia e à participação social de mulheres e meninas. Já a frente de pesquisa será responsável pela produção e divulgação de dados sobre desigualdades de gênero, enquanto a atuação institucional buscará aproximar pesquisadores, movimentos sociais e gestores públicos.
Outro foco será a justiça climática. O instituto pretende desenvolver projetos sobre os impactos das mudanças climáticas em mulheres e comunidades vulnerabilizadas, considerando que os efeitos da crise ambiental atingem grupos sociais de maneira desigual.
Na área de Pesquisa e Tecnologias Sociais, está prevista a criação de plataformas digitais e metodologias para ampliar a visibilidade e a autonomia das mulheres. Entre os primeiros projetos anunciados está a plataforma Pesquisadoras do ES, que pretende mapear, conectar e divulgar cientistas que atuam no Espírito Santo.
Transparência e participação
O Instituto MADÁ informou que sua atuação será orientada por quatro princípios: participação das mulheres nas decisões que lhes dizem respeito, acesso público aos dados produzidos, formulação de políticas baseada em evidências e diversificação das fontes de financiamento para garantir autonomia institucional.
A diretoria é composta por Daniela Klein, presidente; Mariana Klein, diretora-executiva; e Andreia Carvalho, diretora jurídica. O conselho fiscal reúne Janaína Arndt, Valdir Brunelli e Flora Gaspar da Silva. Já o conselho consultivo conta com Manoela Pagotto, Fabiana Franco e Dandara Cabral.
Evento de lançamento
O lançamento do Instituto MADÁ ocorreu na quarta-feira (22), no HUB ES+, no Centro de Vitória, reunindo pesquisadoras, representantes do poder público e especialistas em direitos das mulheres. A programação incluiu a apresentação do Atlas das Mulheres do Espírito Santo, elaborado pela Secretaria Estadual das Mulheres (Sesm), além de uma roda de conversa sobre gênero, enfrentamento à violência e políticas públicas.










