A seleção do curta-metragem “Zoglins” para o BUT Film Festival, na Holanda, representa um marco na carreira do diretor capixaba Leandro Sherman. Depois do anúncio da participação no festival europeu, o cineasta falou sobre os bastidores da produção, os desafios do cinema independente e os próximos passos do projeto, que nasceu no Espírito Santo.
Em entrevista à Rádio ES Hoje, Sherman afirmou que a equipe não imaginava que o filme ultrapassaria as fronteiras nacionais. “A gente fez com muita dedicação e achava que estava fazendo um produto bacana, mas que ia passar aqui, nacionalmente. Quando a gente soube que vai para a Holanda, isso é muito legal, é surpreendente”.

Gravado em Santa Leopoldina em cerca de dois meses e meio, o curta foi produzido com recursos independentes e integra a coletânea Tropical Spy Vol. 2. O diretor destacou que a principal dificuldade para quem produz no Estado continua sendo a falta de financiamento.
“Se a gente ficar esperando muito um momento certo, ou um dinheiro, uma verba certa para poder produzir, a gente vai acabar não produzindo”, disse. Ele completa afirmando que a criatividade e o trabalho coletivo são fundamentais para tirar os projetos do papel.
Embora o filme já esteja em circulação por festivais nacionais e internacionais, o diretor explicou que “Zoglins” ainda não poderá ser lançado de forma independente, a versão completa do curta só poderá ser disponibilizada a partir de 2027, após o encerramento do circuito de festivais. Ele revelou ainda, que pretende transformar a história em seu primeiro longa-metragem, ampliando o universo apresentado no curta com novos personagens, cenas de ação e efeitos práticos.
Para conhecer mais sobre os desafios durante o processo de produção, ouça a entrevista completa:










