Tachinhas espalhadas em ciclovias na cidade de Vitória causam prejuízos e riscos para usuários de bicicletas e bicicletas elétricas em diversos pontos da cidade. O problema afeta, também, pet, crianças e idosos. O aposentado José Herbrando, 78, teve a sandália perfurada por uma tachinha, quando atravessava a Avenida Fernando Ferrari, em Jardim da Penha.
“Eu atravessei a avenida, passando pelo canteiro central senti meu pé perfurnando. Perdi a sandália e quase me feri”, relatou. O ciclista Marcelo Medina, 34, que ajudou o senhor José na situação relatou que sua bicileta já teve, em duas oportunidades, no mesmo local, os pneus furados por conta das mesmas tachinhas. “Não é só aqui. Comigo foram duas vezes nesta via, mas a minha namorada sofreu a mesma coisa na (Avenida) Rio Branco, em Santa Lúcia”.
Além de danos frequentes nos pneus, ciclistas relatam prejuízos financeiros e risco de acidentes em uma das vias mais movimentadas da região. Casos recentes indicam repetição das ocorrências no mesmo trecho, com registros de vários pneus furados em curto período. O assunto foi discutido na Câmara de Vitória, onde o vereador Dárcio Bracarense (PL) aprosentou projeto de lei para punir pessoas que espalham esses objetos cortantes em vias públicas.
A proposta altera o Código de Limpeza Urbana do município para classificar esse tipo de conduta como circunstância agravante, prevendo multa em dobro para os infratores. O texto inclui explicitamente objetos como pregos, tachinhas, vidros e metais pontiagudos entre os materiais que colocam em risco a integridade física da população.
Segundo o vereador, a iniciativa surge após relatos recorrentes de ciclistas e motoristas que tiveram pneus danificados, além de situações com potencial de causar acidentes graves. Ele classificou a prática como um “ato atentatório contra a população”, destacando que o problema atinge especialmente os mais vulneráveis. “Estamos falando de um risco real para idosos, mulheres, crianças e trabalhadores que utilizam as ciclovias e vias públicas diariamente. Não é apenas um dano material, é uma ameaça direta à segurança das pessoas”, afirmou.
Além da proposta legislativa, o parlamentar informou que já acionou a Secretaria de Segurança para reforçar o monitoramento por câmeras nas áreas mais afetadas. A intenção é identificar e responsabilizar os autores dessas ações. A justificativa do projeto ressalta que, embora a legislação atual já preveja punição para o descarte irregular de resíduos, não diferencia adequadamente condutas de baixo impacto daquelas que oferecem risco concreto à vida e à integridade física. Com a mudança, o município passa a tratar com maior rigor práticas consideradas mais graves.
A proposta também tem caráter educativo, buscando desestimular comportamentos nocivos e ampliar a conscientização sobre a responsabilidade coletiva na preservação da segurança urbana. O projeto segue agora para tramitação nas comissões da Câmara antes de ser levado à votação em plenário.









