A cidade de Água Doce do Norte é a Capital Estadual do Melado e, com o título a valorização da produção artesanal do melado e incentivo a preservação das técnicas tradicionais. O título concedido ao município se dá através do projeto do deputado Mazinho dos Anjos, que foi aprovado pelos seus pares na sessão híbrida desta quarta-feira (20).
Com a aprovação da proposta, o município passa a integrar oficialmente o Anexo I da Lei nº 10.974/2019, que reúne os títulos honoríficos concedidos às cidades capixabas em reconhecimento às suas características culturais, econômicas, históricas e turísticas. Água Doce do Norte entra no calendário oficial do Estado e a comemoração, de acordo com o deputado, também irá fortalecer a agricultura familiar e terá reflexos no setor de turismo, gastronomia e cultural da região.
Mazinho dos Anjos desta que a origem histórica do município possui ligação direta com a tradição do melado e da cana-de-açúcar. Segundo o parlamentar, em 1928, o pioneiro Domingos Marcolino e familiares chegaram à região em busca de terras férteis para o cultivo de café. Diante da ausência da cultura cafeeira, os moradores passaram a adoçar a água consumida com rapadura e garapa de cana-de-açúcar, prática que teria inspirado o nome “Água Doce”.
“O presente Projeto de Lei visa declarar o Município de Água Doce do Norte como Capital Estadual do Melado, reconhecendo suas peculiaridades culturais, históricas, turísticas e econômicas”, destaca Mazinho dos Anjos na justificativa apresentada à Assembleia.
O deputado também ressaltou que a produção artesanal de melado se consolidou ao longo das gerações como importante atividade econômica e cultural da cidade.
“Herdada de gerações passadas, essa prática fortalece a agricultura familiar, integra receitas típicas, festas regionais e eventos comunitários, projetando-se como produto emblemático da identidade local”, afirma o parlamentar no texto da proposta.
De acordo com a justificativa, além do valor cultural, a produção de melado representa fonte de renda para produtores familiares, movimenta o turismo rural e contribui para a economia criativa do interior capixaba.
Mazinho dos Anjos também argumenta que o reconhecimento estadual pode ampliar a visibilidade do município, fortalecer parcerias e incentivar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e aos pequenos produtores rurais.
O projeto aprovado pela Assembleia não prevê impacto financeiro para os cofres públicos estaduais, limitando-se ao reconhecimento oficial da tradição já consolidada no município do norte capixaba.









