Técnicos educacionais das Universidades e Institutos Federais decidiram iniciar uma greve nacional a partir de segunda-feira (23). Os trabalhadores da Universidade Federal do Espírito Santo decidiram, em assembleia, que vão aderir o movimento.
A categoria de trabalhadores técnico-administrativos em educação aprovou a deflagração que atende orientação da Fasubra como forma de pressionar o governo federal com pauta única: o cumprimento integral do Termo de Acordo 11/2024.
O termo foi firmado após a greve em 2024, que durou 113 dias, e previa uma série de medidas para recomposição da carreira, valorização salarial, regulamentação da jornada de 30 horas, reconhecimento de saberes e competências, implantação de regras de transição de carreira, retomada da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC) e plano de capacitação previsto no Decreto nº 9.991/2019. No entanto, segundo a Fasubra, parte desses compromissos ainda não foi cumprida, gerando insatisfação e motivando o movimento paredista.
De acordo com a Federação, “parte dos compromissos firmados no acordo de 2024 não foi respeitada, e a prioridade agora é garantir que a lei seja construída conforme foi negociada com as entidades nacionais”. Entre os pontos preocupantes, está “a proposta de ampliação da contratação temporária no Serviço Público Federal, que representa, na prática, o fim dos concursos públicos”.
Uma nova assembleia, prevista para a segunda, 23, às 9 horas, com mesa sede em Goiabeiras, no formato simultâneo (para os demais campi participarem virtualmente) vai compor os comandos locais de greve, bem como definir estratégias de mobilização e luta para o movimento paredista.
O Sintufes irá divulgar edital e enviar comunicado à Reitoria, ao Superintendente do Hucam e diretores dos campi do interior informando sobre a deflagração do movimento paredista. Já aderiram, até a noite de quinta-feira (19) as UFPA, UNIFESSPA, UFOPA, UFRGS, IFRS e UFCSPA.
A Administração Central da Ufes afirma que ainda não é possível estimar o impacto do movimento, que vai depender da adesão dos servidores nas diversas unidades acadêmicas e administrativas da Universidade.









