“Medidas socioeducativas não funcionam na prática”, avalia advogada

Uma guerra de facções em Vila Velha está, quase diariamente, ocasionando tragédias no município capixaba. Como na tragédia envolvendo a morte de uma adolescente e uma manicure em um tiroteio ligado a facções. As ocorrências trazem novamente à tona o debate sobre a responsabilização penal de menores de idade.

Dois adolescentes foram apontados como autores do ataque, o que levanta questões sobre os limites da legislação brasileira, a eficácia das medidas socioeducativas e a polêmica discussão sobre a redução da maioridade penal.

Em entrevista ao quadro Direto ao Direito, da rádio ES Hoje, a advogada especializada em direito penal Layla Freitas afirmou que as medidas socioeducativas aplicadas a adolescentes em conflito com a lei não têm cumprido o papel de enfrentar as causas da criminalidade juvenil.

Ouça a entrevista completa:

Segundo a especialista, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê advertências e até a internação em estabelecimento educacional, pelo período máximo de três anos. No entanto, ela avalia que esse modelo não resolve a raiz do problema.

“Elas não funcionam na prática, realmente, porque não trabalham a raiz do problema. Precisamos entender por que esses adolescentes estão sendo cooptados pelas facções criminosas. O que nós podemos fazer enquanto prevenção em políticas públicas quanto a isso? Diminuir a maioridade penal, reduzir para 16 anos, por exemplo, geraria um outro problema, que é a superlotação dos presídios”, afirmou.

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas