O Rio Branco se prepara para o duelo decisivo contra o Luverdense-MT neste sábado (09), às 17h, no estádio Kleber Andrade, pela segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Após o empate sem gols no jogo de ida, o Capa-Preta precisa de uma vitória simples para avançar na competição. Em caso de novo empate no tempo normal, a vaga será decidida nos pênaltis.
Na coletiva realizada nesta quarta-feira (06), o capitão Bruno Silva falou sobre a importância do equilíbrio emocional para enfrentar a pressão do mata-mata. Segundo ele, o grupo já mostrou maturidade ao superar momentos difíceis ao longo da temporada.
“Durante o Estadual e a Série D, quando saímos atrás, conseguimos reverter. Tivemos tranquilidade para botar a bola no chão, independente do placar. Se sairmos ganhando ou perdendo, temos que continuar jogando. Se sair ganhando cedo, bola no chão e jogar. Se sair perdendo, a mesma coisa. Esse ano foi importante para preparar nosso emocional para esses momentos. Estamos prontos e sabemos que, na hora da decisão, o time que está mais tranquilo leva vantagem”, afirmou o capitão.
Além do preparo mental, Bruno destacou a entrega do grupo dentro de campo como um diferencial importante para conquistar a classificação inédita às oitavas.
“Eu costumo dizer que a gente não controla o resultado, mas controla a vontade. A minha carreira sempre foi marcada pela entrega e dedicação dentro de campo, e aqui não é diferente. Esse pouco a mais, essa vontade extra, faz diferença para ganhar. Se entregamos nota 9, tem que ser 10. Se for 10, tem que ser 11. A gente sabe que não vai ser fácil, e estamos ligados para entrar com atenção redobrada”, reforçou Bruno.
O capitão ressaltou ainda a força da torcida como um fator fundamental para o Rio Branco no jogo decisivo. Jogando em casa nesta Série D, o time capixaba tem um aproveitamento expressivo: são sete partidas disputadas, com cinco vitórias, um empate e apenas uma derrota. Já o Luverdense tem dificuldades fora de casa, com apenas duas vitórias em sete partidas e um jejum de cinco jogos sem vencer longe do Mato Grosso.
“O Rio Branco é um dos poucos clubes da Série D que tem torcida. De 64 times, uns 55 não têm. A torcida tem que comparecer e apoiar. Jogador costuma falar que não, mas incomoda sim. Já joguei contra times com estádio lotado e sei que torcida ganha jogo. Claro que não vai ser fácil, mas, se a gente fizer o que treinou, a torcida comparecer para nos apoiar e pressionar o adversário, acho que dificilmente vai dar errado”, concluiu o volante.
A expectativa é de casa cheia no sábado para empurrar o Capa-Preta rumo às oitavas de final. Até o momento, quase 4 mil ingressos já foram vendidos para a partida.









