Após dias de angústia e uma corrida contra o tempo, a família da adolescente Ana Luisa Lima, de 17 anos, recebeu uma notícia que renova as esperanças. A Justiça concedeu, neste domingo (28), decisão favorável para a compra do medicamento de alto custo necessário ao tratamento da jovem, internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil de Vitória após ser diagnosticada com porfiria, uma doença rara e grave.
Moradora de Aracruz, no Norte do Espírito Santo, Ana Luisa está internada sem movimentos nos braços e nas pernas. Os primeiros sintomas surgiram em 1º de junho, e o diagnóstico foi confirmado 18 dias depois. A porfiria, doença geralmente de origem genética, provoca o acúmulo de substâncias tóxicas no organismo e pode comprometer diferentes órgãos e sistemas.
Antes da decisão judicial, a família havia informado que o hospital já estava preparado para iniciar o tratamento, dependendo apenas da autorização da Justiça para aquisição do medicamento. O processo tramitou em sigilo, e os advogados da adolescente, Emanuelle Bonfim Vieira e Wesley Ferreira de Paula, apresentaram documentos médicos e notas técnicas que reforçavam a urgência do caso. Segundo o relatório médico anexado aos autos, havia risco de agravamento do quadro e até de morte caso o tratamento não fosse iniciado rapidamente.
O medicamento indicado pelos médicos custa cerca de R$ 60 mil por ampola. Ana Luisa deverá utilizar ao menos sete doses, podendo chegar a 14, o que faz o tratamento ultrapassar R$ 400 mil.
Com a decisão judicial, o tratamento será iniciado já na próxima terça-feira (30), conforme informaram os pais da adolescente.
Emocionada, a mãe de Ana Luisa agradeceu o apoio recebido durante a mobilização. “Foram cruciais e incansavelmente nos ajudaram. Pessoas conhecidas, pessoas desconhecidas… Nenhum agradecimento meu será o suficiente para agradecer toda essa força que vocês deram no momento mais difícil das nossas vidas”, afirmou.
Ela também informou que as campanhas de arrecadação promovidas para ajudar no tratamento serão encerradas. “Agora a gente vai poder fazer esse tratamento com tranquilidade”, disse.










