Internado em Colatina, PM conhece filha recém-nascida por videochamada

Um policial militar viveu um momento especial durante a internação no Hospital Estadual Sílvio Avidos (HESA), em Colatina. Mateus da Silva Menezes, de 25 anos, conheceu a segunda filha, Cecília, por meio de uma videochamada na última quinta-feira (18).

O militar está internado desde terça-feira (16), após sofrer um acidente de moto enquanto voltava de Vitória para casa, em Barra de São Francisco. Por causa da internação, ele não conseguiu acompanhar o nascimento da filha presencialmente, que aconteceu na quinta-feira, em Barra de São Francisco.

O encontro virtual foi organizado pelo Serviço Psicossocial do hospital. A psicóloga da unidade, Natália Zaniboni Ferrari, explicou que a iniciativa buscou aproximar o pai e a filha em um momento importante para a família.

“Sabíamos o quanto esse momento era importante para ele e para a família. Ver a emoção de um pai conhecendo a filha pela primeira vez nos lembra que cuidar vai muito além da assistência clínica. É também acolher, promover conexões e contribuir para que momentos tão especiais possam ser vividos, mesmo diante das dificuldades impostas pela internação”, destacou.

Mateus também é pai de uma menina que está perto de completar cinco anos. Ele contou que, assim como aconteceu agora, também não conseguiu acompanhar o nascimento da primeira filha, pois na época fazia o curso de formação da Polícia Militar na Grande Vitória.

O policial falou sobre a vontade de estar presente na criação de Cecília e relembrou a relação que construiu com a filha mais velha.

“A minha filha mais velha, que vai fazer cinco anos, eu sou tudo para ela. Sou eu quem faço ela dormir, levo para brincar. Tudo o que eu mais quero é poder fazer o mesmo pela Cecília. Poder pegá-la, sentir aquele cheirinho. Eu não sabia como era criar menina. Quando meu irmão nasceu, eu tinha 14 anos e ajudei muito a cuidar dele, mas sempre convivi mais com homens, meu irmão e meus primos. Descobri que criar uma menina é a melhor coisa do mundo. O carinho que uma filha tem pelo pai é diferente, o apego é muito especial”, contou.

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