Uma iniciativa voltada ao fortalecimento da pesca artesanal feminina vem ampliando oportunidades de trabalho, geração de renda e organização comunitária em dez municípios do Espírito Santo. Desenvolvido pela Associação de Pescadores de Jacaraípe (ASPEJ), com apoio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto Marisqueiras em Rede atende atualmente cerca de 250 mulheres que vivem da coleta de mariscos, além de beneficiar suas famílias.
A ação está presente nos municípios de Serra, Vitória, Cariacica, Vila Velha, Guarapari, Anchieta, Piúma, Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy. O objetivo é promover a inclusão produtiva das trabalhadoras, fortalecendo sua autonomia econômica e ampliando sua participação nas atividades ligadas à pesca artesanal.
Entre as ações desenvolvidas estão cursos de capacitação técnica, incentivo à formalização de empreendimentos, orientação sobre acesso a políticas públicas e iniciativas voltadas à geração de renda. O projeto também busca estimular a organização coletiva das participantes por meio da criação de espaços de diálogo, troca de experiências e fortalecimento das redes de apoio entre as marisqueiras.
A proposta, segundo os organizadores, é ampliar as oportunidades econômicas sem descaracterizar os modos de vida tradicionais das comunidades pesqueiras do litoral capixaba, preservando conhecimentos transmitidos entre gerações.
Além das atividades voltadas ao desenvolvimento econômico e social, o projeto atua na área ambiental. As participantes recebem orientações sobre práticas sustentáveis de coleta de mariscos e conservação dos manguezais, considerados essenciais para a reprodução de espécies marinhas e para a manutenção da atividade pesqueira artesanal.
De acordo com o gestor do projeto, Manoel Bueno dos Santos, a iniciativa busca fortalecer o papel das mulheres dentro das comunidades onde atuam. “Nosso objetivo é fortalecer o protagonismo das marisqueiras, reconhecer sua importância para a economia local e garantir que seus conhecimentos tradicionais sejam valorizados pelas futuras gerações. Quando fortalecemos essas mulheres, fortalecemos também as comunidades onde vivem”, afirmou.
Com duração prevista de três anos, o Marisqueiras em Rede reúne ações de desenvolvimento social, valorização cultural e preservação ambiental, consolidando uma rede de apoio voltada às mulheres que dependem da pesca artesanal para sua subsistência e geração de renda.









