Medicina da Ufes é o único do Espírito Santo a alcançar nota máxima em exame nacional de formação dos estudantes

O curso de Medicina da Ufes alcançou a nota 5 no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, sendo o único entre os seis cursos capixabas avaliados a atingir a nota máxima. A primeira edição do Enamed, que é a modalidade do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de Medicina, foi aplicada pelo Ministério da Educação por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em outubro do ano passado. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira, 19, pelo MEC e o Ministério da Saúde.

A secretária de Avaliação Institucional (Seavin) da Ufes, Leila Massaroni, lembra que no Enade anterior o curso de Medicina da Universidade já havia alcançado o conceito máximo, sendo que o resultado do Enamed significa a consolidação de uma formação de qualidade. “Receber essa nota máxima no Enamed, que é uma iniciativa específica para os cursos de medicina, com uma avaliação muito mais detalhada e completa de todo o processo de formação dos futuros médicos e médicas, só confirma a qualidade da formação dos estudantes de Medicina da Ufes. Alcançamos o desempenho de excelência na avaliação nacional”, afirmou. Ela acrescentou: “O conceito máximo reafirma a efetividade das ações institucionais de avaliação, acompanhamento e aprimoramento contínuo da qualidade acadêmica”.

Para o coordenador do curso, Roney Oliveira, “o resultado do Enamed comprova a excelência do trabalho realizado por todos os envolvidos com o curso de Medicina da Ufes: professores,  alunos, técnicos-administrativos e parceiros, como a Prefeitura de Vitória e o governo do Estado do Espírito Santo”. Ele também destacou “a confiança da população no trabalho desenvolvido”. Na sua avaliação, “o Enamed mostra que estamos no caminho certo e aumenta a nossa responsabilidade em continuar evoluindo”.

Oliveira lembrou que este ano será de muitos desafios para o curso: “Faremos a atualização de nosso projeto pedagógico e planejamos aumentar a interação do curso com a comunidade por meio da ampliação dos projetos de extensão”.

O superintendente do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam-Ufes), Lauro Vasconcellos, que é professor titular do curso de Medicina na Ufes, destacou a relevância do Hucam na obtenção deste resultado. “Além da qualidade de nossos professores e alunos, temos décadas de desenvolvimento de um campo de prática: o nosso hospital universitário, que tem reconhecimento nacional por sua excelência”, afirma. Em um levantamento inédito realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no início deste mês, o Hucam integrou a lista dos cem melhores hospitais públicos do Brasil.

Sobre a avaliação

O Enamed foi instituído pela Portaria MEC nº 330, de 23 de abril de 2025, e passa a ser aplicado anualmente para avaliar o desempenho dos estudantes concluintes quanto aos conteúdos programáticos, competências, habilidades e formação necessária ao exercício profissional, em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais. Nessa primeira edição, foram avaliados 351 cursos em todo o Brasil. Desses, 304 pertencem ao Sistema Federal de Ensino, que inclui as instituições públicas federais e as instituições privadas. Os demais são regulados pelos sistemas estaduais.

De acordo com Ministério da Educação, 67,1% dos 304 cursos alcançaram conceito 3 a 5, considerados satisfatórios. Outros 32% ficaram nas faixas 1 e 2 — menos de 60% dos seus estudantes apresentaram desempenho considerado adequado no Enamed — e passarão por ações de supervisão da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC.

Na divulgação dos resultados, o ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou o papel do Enamed como um instrumento de diagnóstico da formação médica no país, mostrando as instituições que estão tendo um bom desempenho e as que precisam melhorar: “Há uma grande preocupação nos ministérios da Educação e da Saúde em assegurar que os cursos oferecidos aos alunos brasileiros possam garantir a qualidade da formação médica nesse país, até porque são profissionais que cuidam da vida das pessoas”.

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