A Prefeitura de Colatina inicia, a partir desta segunda-feira (5), a instalação de armadilhas para monitoramento do mosquito Aedes aegypti em diferentes pontos do município. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde e integra uma nova estratégia de vigilância que utiliza tecnologia e inteligência de dados para antecipar a identificação de focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Nesta etapa, serão instaladas 200 armadilhas em bairros e residências previamente mapeadas pela Vigilância em Saúde. Nos dias 5 e 6 de janeiro, o trabalho começa com a implantação de 11 armadilhas nos bairros São Miguel e Antônio Damiane. Após essa fase inicial, a Secretaria de Saúde prevê a instalação de até 100 armadilhas por dia, seguindo o cronograma técnico estabelecido.
Antes da instalação, equipes municipais realizam visitas às residências selecionadas para orientar os moradores sobre o funcionamento do equipamento e solicitar autorização formal para a colocação das armadilhas. Caso a instalação não seja possível no ponto inicialmente definido, o equipamento poderá ser realocado dentro de um raio de até 250 metros, respeitando critérios técnicos e de georreferenciamento do sistema utilizado.
De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde, Ailton Baptista de Oliveira Júnior, a distribuição das armadilhas segue um planejamento técnico e não apenas o histórico de registros da doença. “As armadilhas são monitoradas por um sistema com geolocalização, que define distâncias corretas entre os pontos. Cada bairro tem locais estratégicos já determinados, o que garante um monitoramento mais eficiente e padronizado”, afirmou.
A implantação do sistema é resultado de um processo prévio de capacitação das equipes municipais. Agentes de endemias, supervisores e profissionais de laboratório passaram por treinamentos específicos sobre montagem, instalação, coleta das paletas e análise dos dados, além do uso do sistema informatizado responsável por registrar e classificar a presença de ovos do mosquito.
Cada armadilha funciona como um ponto permanente de observação. As fêmeas do Aedes aegypti depositam ovos em paletas internas, que são recolhidas periodicamente e analisadas em laboratório. A quantidade de ovos identificada indica o nível de infestação da área, permitindo que as equipes direcionem de forma mais rápida as ações de combate ao mosquito.
Segundo o superintendente, o principal objetivo da estratégia é a atuação antecipada. “A grande vantagem desse modelo é a atuação preventiva. A gente consegue identificar a presença do mosquito antes mesmo do aumento dos casos, direcionando mutirões, orientações e bloqueios de forma mais rápida e precisa”, destacou Ailton Baptista.
A metodologia adotada é reconhecida pelo Ministério da Saúde e passa a integrar as ações permanentes do município no enfrentamento às arboviroses, com foco no monitoramento contínuo e na tomada de decisões baseada em dados técnicos.










