Orquestra Brasileira de Cantores Cegos retorna ao palco do Teatro da Ufes dias 10 e 11 de junho

Quem ainda não assistiu aos espetáculos da Orquestra Brasileira de Cantores Cegos terá a oportunidade única de conferir os dois repertórios apresentados pelo grupo nas temporadas de 2023 e 2024.

Ao todo, são 35 canções da tradição oral brasileira que serão apresentadas nos dias 10 e 11 de junho, às 20 horas, no Teatro Universitário, localizado na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória.

O grupo formado por 16 cantores cegos — acompanhados pelo som de um piano de cauda — traz ao palco um conjunto de músicas de domínio público que são inéditas para os espectadores em geral. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser solicitados através do site Le Billet. Cada pessoa pode retirar até dois ingressos, por meio do link disponibilizado no perfil @osquestra.br.decantorescegos no Instagram.

A temporada de 2025 é promovida com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC) e patrocínio da EDP Brasil, com o apoio do Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), e a realização da Associação Sociedade Cultura e Arte (SOCA Brasil), em parceria com a Cia Poéticas da Cena Contemporânea e o Espaço Contêiner.

Viagem musical pelo Brasil

Um passeio pela tradição de comunidades populares de todas as regiões do Brasil é a marca dos repertórios que a Orquestra Brasileira de Cantores Cegos traz para os espetáculos.

O trabalho de pesquisa da musicista Renata Mattar busca a diversidade de culturas e territórios. A artista percorre o País visitando comunidades e colhendo canções transmitidas de forma oral de geração em geração, utilizadas em atividades coletivizadas de trabalho, festejos e brincadeiras, por exemplo.

O primeiro repertório, que estreou em 2023, conta com ritmos e tradições que incluem o congo do Espírito Santo, o bumba-meu-boi do Maranhão, o coco de Tebei de Tacaratu (PE), a cantiga de ninar do povo Mehinako, do Alto Xingu (MT), e um canto sagrado guarani da aldeia de Marak’anã (RJ).

O repertório da estreia do projeto será apresentado no espetáculo do dia 10 de junho, terça-feira, e também traz canções de trabalho da bata de feijão de Serra Preta (BA) e das destaladeiras de fumo de Arapiraca (AL).

Um segundo repertório ganhou a cena em 2024 e ganhará novamente o palco no dia 11 de junho, quarta-feira, com cantigas tradicionais do Espírito Santo e de Pernambuco, um canto das fiandeiras de algodão do Vale do Jequitinhonha (MG), uma cantiga das mulheres plantadeiras de arroz de Sergipe, um fandango do Vale do Ribeira (SP), um coco do Rio Grande do Norte e um coco de roda de Arapiraca (AL), um canto de mutirão de roça de Caxias (MA) e uma congada de Justinópolis (MG), além de cantigas da roda pisada e da bata do milho de Serra Preta (BA), uma canção da dança de pares da comunidade Kalunga de Cavalcanti (GO), e uma cantiga sagrada do povo indígena Guajajara (RJ) cantada em tupi.

A cultura oral brasileira ainda tem muito a ser explorada e, por conta dessa riqueza, um terceiro repertório já está sendo pesquisado por Renata Mattar para ser apresentado ainda este ano, no mês de novembro.

Espetáculo cênico-musical

A Orquestra Brasileira de Cantores Cegos tem direção artística de Rejane Arruda, regência percussiva do maestro Thomas Davison, o acompanhamento da pianista Evelyn Drummond e ações performativas executadas pelos atores da Cia Poéticas da Cena Contemporânea.

A linguagem da encenação da Orquestra foi construída com elementos cênicos com constantes deslocamentos, um design de luz feito pelo iluminador André Stefson, que explora contrastes entre claros e escuros, e um figurino de responsabilidade de Antônio Apolinário, que traz elementos populares.

Os arranjos musicais são outro ponto forte do trabalho. Construídos por Tarita de Souza, eles têm forte relação com a música moderna brasileira, remetendo a compositores como Guerra Peixe e Villa Lobos e dialogando com o popular e o erudito.

Acessibilidade

As pessoas com deficiência podem enviar uma mensagem para o número de Whatsapp da organização – (27) 99609-8181 – para reserva de ingressos e alinhamento sobre as condições de acolhimento durante a chegada ao local da apresentação e na acomodação para assistir ao espetáculo.

A organização do evento também disponibiliza instrução e monitoria, que devem ser solicitadas por meio do WhatsApp. Um grupo de voluntários integra a equipe para a recepção do público de escolas, idosos e pessoas com deficiência, além do público em geral.

Recursos de acessibilidade estarão disponíveis e incluem a audiodescrição para pessoas cegas, a presença de intérpretes para fazer a tradução simultânea em Libras e também o espaço sensorial para pessoas do espectro autista.

Além disso, o Teatro Universitário da Ufes é um local acessível que possui elevador, rampas de acesso, banheiros adaptados e lugares reservados para a acomodação de pessoas com deficiência física.

ORQUESTRA BRASILEIRA DE CANTORES CEGOS 

10 e 11 de junho (terça e quarta-feira)

Teatro da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) – Avenida Fernando Ferrari, Goiabeiras – Vitória (ES)

20h

Whatsapp SOCA BRASIL: (27) 99609-8181 (agendamento de turmas, grupos, PCD e idosos)

Entrada gratuita, com retirada de ingressos no site LeBillet

Primeiro repertório

10 de junho, terça-feira

Confira a apresentação de 2023

Segundo repertório

11 de junho, quarta-feira

Confira a apresentação de 2024

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