Grand Parc: quatro engenheiros viram réus pelo desabamento

O desmoronamento na área de lazer do condomínio Grand Parc aconteceu na madrugada de 19 de julho
O desmoronamento na área de lazer do condomínio Grand Parc aconteceu na madrugada de 19 de julho

Quatro engenheiros se tornaram réus pelo desabamento do condomínio Grand Parc Residencial Resort, em julho de 2016, no município de Vitória. A denuncia foi recebida e aceita pelo juiz Marcelo Loureiro do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).

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“Tendo em vista a presença de indícios de autoria e da materialidade, preenchidos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal e não incorrendo quaisquer das hipóteses de rejeição elencadas no artigo 395 do CPP, recebo a denúncia”, ressalta o juiz.

A ação que tramita na 6ª Vara Criminal de Vitória, acusa Alexandre Scola, Carlos Augusto Calmon Nogueira da Gama, Otamar Azeredo Rogério Filho e Sérgio Luiz Passos de Miranda de causar desabamento ou desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outro, conforme previsto no Art. 256 do Código Penal.

Ministério Público do ES

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Vitória, denunciou os quatro engenheiros por negligência e mau uso da formação técnica no desabamento de uma área do Condomínio.

O MPES sustenta que a partir dos laudos periciais e análises técnicas de empresas de engenharia, que apresentou condições estruturais precárias, houve erros de cálculo no projeto arquitetônico, já que os engenheiros não verificaram as irregularidades existentes e permitiram a construção com diversas falhas, inclusive com uma estrutura subdimensionada, incapaz de suportar o peso previsto.

Na denúncia, o Ministério Público destaca ainda que os envolvidos tinham consciência do risco aos moradores do local. As negligências foram fatores determinantes no desabamento da estrutura e na morte do funcionário.

Relembre o caso

A área de lazer do Grand Parc Residencial Resort ruiu na madrugada do dia 19 de julho de 2016. O desmoronamento causou a destruição de três pavimentos, sendo a área comum de lazer e dois estacionamentos, onde estavam estacionados mais de 300 veículos. Além dos danos materiais, o desabamento causou a morte do porteiro, Dejair das Neves, de 47 anos, e feriu o síndico do condomínio, juntamente mais três funcionários.

O corpo de Dejair ficou preso aos escombros por mais 15 horas, até que o Corpo de Bombeiros conseguiu ter acesso e o retirar do local. Com o acidente, mais de 300 moradores ficaram desalojados.

Matheus Passos
Matheus Passos
Graduado em Jornalismo pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no ESHoje desde abril de 2021. Atualmente também apresenta e produz o podcast ESOuVe. Ingressou como estagiário em junho de 2019. Antes atuou na Unidade de Comunicação Integrada da Federação das Indústrias do Estado (Findes).

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