Acordo define prazo para capacitação de comerciantes antes de fechamento dos terminais

Acordo define prazo para capacitação de comerciantes antes de fechamento dos terminaisMais de 80 comerciantes que trabalham dentro de terminais do Sistema Transcol receberão assistência e capacitação para reinserção no mercado de trabalho quando os locais forem fechados. Um acordo foi firmado na última quinta-feira (22), entre a Defensoria Pública do Espírito Santo, a Associação de Comerciantes dos Terminais Urbanos da Grande Vitória (ACOMTUR) e a CETURB-ES, que prevê a desocupação, de forma voluntária, dos terminais da Grande Vitória.

O termo foi firmado diante da necessidade de regularização e da exigência de licitação dos estabelecimentos comerciais rodoviários estabelecida pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas. Segundo o acordo, os comerciantes poderão permanecer nos terminais até o dia 3 de julho de 2020 e este prazo poderá ser prorrogado, a critério da CETURB-ES, por até seis meses, na hipótese de acontecimentos que comprometam o objetivo de capacitação, recolocação no mercado de trabalho e/ou comprometam o desempenho das atividades comerciais dos trabalhadores.

A capacitação, com foco em cursos voltados ao comércio e ao empreendedorismo, será promovida pelo Governo do Estado, por meio da atuação da Vice-Governadoria, da Secretaria Estadual de Direito Humanos (SEDH), da Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (SETADES) e da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (ADERES), cujas competências serão definidas em um termo de Cooperação que será celebrado entre os órgãos e a empresa de transporte urbano.

“Muitos dos modulistas mantém há quase duas décadas o sustento de suas famílias com o trabalho nos quiosques nos terminais, e, não raramente, presenciamos a envolvimento de todo o núcleo familiar nesta atividade. A possibilidade de reinserção no mercado de trabalho, tendo em vista questões etárias, de qualificação e de saúde, por exemplo, coloca-os como pessoas em situação de vulnerabilidade social, por isso é essencial que eles possam sair dos terminais capacitados para ocupar novos postos de trabalho”, afirma o defensor público e membro do Núcleo de Defesa Agrária e Moradia da Defensoria Pública, Vinicius Lamego.

Para Maria de Fátima Pianna, representante legal da ACOMTUR e modulista no Terminal de Carapina, na Serra, o processo de desocupação e de capacitação dos trabalhadores dos quiosques ainda é rodeado por incertezas. “Há trinta anos eu trabalho no terminal. Há trinta anos eu chego às 5:40h da manhã para buscar o pão de cada dia e o sustento para a minha casa. Todos os dias a gente tinha a expectativa de ir lá trabalhar e agora não sabemos para onde vamos”. Ainda de acordo com a comerciante, os cadastros dos modulistas nos cursos já começaram a ser feitos a partir desta segunda-feira (26).

Processo
Em novembro de 2018 a Defensoria Pública foi procurada pelos comerciantes e desde então, a Instituição busca o diálogo com a CETURB-ES e o Governo do Estado, com apresentação de uma proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) propondo um prazo razoável para a permanência dos comerciantes, bem como a realização cursos de capacitação profissional.

Antes do acordo cerca de 60 trabalhadores já sofriam ações judiciais e 10 já tinham sido efetivamente retirados dos terminais. Além dos modulistas, aproximadamente 50 lojistas que trabalham nos terminais de Laranjeiras, Itacibá, Ibes e Vila Velha também haviam recebido pedidos de desocupação.

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