Para o artista capixaba Renato Fraga, a arte não é apenas uma questão de estética, mas de memória e ressignificação. Com uma trajetória multifacetada que transita entre a precisão da contabilidade e a fluidez da comunicação, Renato encontrou no reaproveitamento o seu verdadeiro norte criativo. À frente da iniciativa “re.utilizo”, ele prova que o descarte é, na verdade, um ponto de partida para novas narrativas, transformando o que seria lixo em peças que carregam alma e história.
O processo criativo de Renato é marcado por uma sensibilidade singular ao lidar com materiais brutos e esquecidos. Madeira, papel e fios deixam de ser itens isolados para se tornarem protagonistas de obras que exalam humor e leveza. Esse encontro entre diferentes texturas e propósitos reflete uma busca constante pelo equilíbrio, onde a sustentabilidade deixa de ser um conceito abstrato para se materializar em objetos que convidam ao toque e ao sorriso, humanizando o espaço urbano e doméstico.
Neste episódio, mergulhamos no universo particular do artista para entender como o “re.utilizo” nasceu de uma relação íntima com a matéria-prima. Renato revela os bastidores de sua produção e compartilha a sensação que deseja imprimir em quem encontra suas peças: um respiro de otimismo em meio ao caos cotidiano. Sua obra é um lembrete visual de que, com um olhar atento e afetivo, é possível dar um novo destino não apenas aos objetos, mas ao nosso próprio impacto no mundo.
Esta série inspirou a obra de arte “Fragmentos de devoção” de Fernanda Vieira, que usou tampas plásticas para fazer a imagem de Nossa Senhora da Penha, e está exposta na praça Duque de Caxias, em Vila Velha, em meio aos festejos à padroeira do Espírito Santo. Um trabalho que nasceu da adesão de ES Hoje ao projeto ‘Tampinhas do Bem’, iniciativa do SindiplastES. Conheça o projeto! A série é uma realização do ES Hoje em parceria com a prefeitura de Vila Velha e o SindiplastES.









