Semana de Arte da Ufes volta após 22 anos com programação gratuita no Parque Cultural Casa do Governador

Um dos mais importantes projetos de extensão da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) volta a integrar a agenda cultural capixaba. Criada em 1974, a Semana de Arte foi o primeiro projeto de extensão a ser realizado na Ufes e teve sua última edição em 2004. Passados 22 anos, o evento retorna em uma edição especial e chega, pela primeira vez, ao Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha, fruto de uma parceria entre o Centro de Artes da Ufes e o Parque.
De 16 a 20 de setembro, o Parque recebe uma programação gratuita, com oficinas em diferentes linguagens artísticas, Ciclo de Formação, apresentações musicais e uma homenagem ao professor e artista Marcos Martins.
O acesso é gratuito, e as informações para a retirada de ingresso e inscrições nas oficinas serão divulgadas em breve.
Tradição
Realizada inicialmente no município de São Mateus, a Semana de Arte teve como eixo principal, desde o princípio, oficinas ministradas por docentes do Centro de Artes, com experiências formativas em diferentes linguagens artísticas. Ao longo das décadas, o evento se consolidou como o principal projeto promovido pelo Centro de Artes, sendo expandido para outros municípios como Santa Teresa, Viana e Aracruz, tornando-se referência na formação artística e na difusão cultural no Espírito Santo.
A última edição antes da pausa ocorreu em 2004, realizada no município de Aracruz, em comemoração aos 30 anos da Semana de Arte. Passadas mais de duas décadas, o evento retorna em 2026 renovado, preservando os princípios que marcaram sua trajetória e ampliando o alcance por meio da parceria com o Parque Cultural Casa do Governador.
Ao reunir a tradição extensionista da universidade a um dos mais relevantes espaços públicos dedicados à arte no estado, a retomada da Semana de Arte projeta o evento para uma nova etapa de sua trajetória e amplia as possibilidades de formação, difusão artística e participação social.
“Desde sua origem, a Semana de Arte teve como propósito aproximar a universidade da comunidade por meio da arte, promovendo o intercâmbio entre professores, estudantes, artistas e público e oferecendo experiências formativas em diferentes linguagens artísticas. A edição de 2026 marca, portanto, um momento simbólico de reencontro com essa trajetória. Mais do que retomar uma programação cultural, a Semana de Arte representa uma oportunidade de resgatar a memória institucional, reconhecer as diferentes gerações que contribuíram para a construção do Centro de Artes e reafirmar o compromisso da universidade pública com a democratização do acesso à cultura e ao conhecimento”, pontua Larissa Zanin, diretora do Centro de Artes da Ufes.
Retomada
A chegada da Semana de Arte ao Parque Cultural Casa do Governador marca a retomada de um projeto que estava fora de circulação há mais de 20 anos. Para Mirella Schena, gestora e coordenadora artístico-cultural do Parque, a parceria com a Ufes amplia o alcance da programação cultural oferecida ao público.
“Após mais de duas décadas, a retomada deste projeto histórico reconecta o público a uma trajetória de formação e difusão artística construída pelo Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo. Por isso, é uma honra receber a Semana de Arte no Parque Cultural Casa do Governador, fortalecendo nossa parceria com a Ufes. É um evento que promove o encontro direto entre docentes, estudantes, artistas e a comunidade. A programação, diversificada e gratuita, amplia esse alcance ao reunir desde oficinas em variadas linguagens até atrações culturais voltadas a todos os públicos”.
Programação
A Semana de Arte terá uma programação intensa em seus cinco dias. No primeiro dia um dos destaques é uma mesa com o artista José Carlos Vilar, um dos idealizadores da Semana de Arte nos anos 70, e a artista e professora Rosana Paste. O evento também recebe o Ciclo de Formação, programa desenvolvido pela Escola Viva de Artes (EVA) do Parque, que promove uma agenda contínua de práticas, pesquisas e ações voltadas à interface entre arte, educação e meio ambiente.
A programação reúne ainda oficinas variadas, como produção de pigmentos naturais e tingimento de tecidos, desenho de observação botânica, encadernação artesanal, gravura alternativa, cianotipia e modelagem escultórica, além de outras atividades.
O evento terá ainda a realização de uma edição do CantarES, considerado o maior encontro de corais do Espírito Santo. Haverá também uma programação de shows e apresentações musicais, com atrações que serão divulgadas em breve.

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