O livro “Restauração e digitalização de obras de arte do Museu Atelier Homero Massena” já pode ser acessado gratuitamente pela internet. A publicação reúne 37 obras da coleção da instituição, localizada na Prainha, em Vila Velha.
O catálogo apresenta cinco pinturas que passaram por restauração e outras 32 obras digitalizadas. O conteúdo também inclui textos sobre o artista Homero Massena, a história da casa-museu e os processos de conservação e restauração das peças.
O lançamento ocorreu na quarta-feira (9), no Museu Atelier Homero Massena. Exemplares impressos foram distribuídos ao público, e outras cópias serão encaminhadas a bibliotecas da Grande Vitória.
A versão digital está disponível no perfil MAHM Digital, no Instagram, e também pode ser acessada neste link. O material deverá ser publicado posteriormente na Midiateca Capixaba.
Quais obras foram restauradas?
As cinco pinturas restauradas são:
“Lavadeiras”;
“Flamboyant”;
“Carnaval desce o morro”;
“Volta da praia”;
“Venda Nova – MG”.
As obras apresentavam problemas como sujeira superficial, vernizes oxidados, rachaduras, pequenas perdas da camada de tinta, deformações dos suportes e sinais de intervenções anteriores.
O trabalho envolveu limpeza, consolidação das áreas com risco de desprendimento, tratamento dos suportes, redução ou retirada de vernizes oxidados, reintegração de cores e aplicação de proteção final. Também foram realizadas intervenções em chassis e molduras.
Além de Homero Massena, a coleção digitalizada reúne trabalhos de Adelina (Edy) Massena, Álvaro Conde, D’Paiva, Levino Fanzeres, Homero Nascimento, Celina Rodrigues, Marina Caldeira, Helios Seelinger, Taneco e Lao Warchalowski.
O registro em alta resolução permite que estudantes, pesquisadores e outros interessados consultem as obras sem a necessidade de manusear os originais.
Projeto MAHM Digital
A publicação foi organizada por Aline Lima Pereira, coordenadora-geral do projeto, e Flávia Fernandes Torres, museóloga e curadora do acervo. A fotografia e a digitalização foram realizadas por Adessandro Freire dos Reis, enquanto a restauração ficou a cargo de Idésio José Fim Francischetto.
O projeto MAHM Digital foi realizado com recursos do Fundo de Cultura do Espírito Santo (Funcultura) e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).










