A exposição “Picasso, a construção de um gênio — A arte de nunca ser o mesmo” já recebeu mais de 20 mil visitantes em apenas 19 dias. A mostra segue em cartaz, com entrada gratuita, no Espaço Cultural do Palácio Anchieta, em Vitória, até o dia 16 de outubro.
A exposição é promovida pelo Sesc Espírito Santo em comemoração aos seus 80 anos. Além do número de visitantes, chama atenção a diversidade do público: crianças, jovens, adultos, idosos e famílias inteiras têm passado pelo Palácio Anchieta. No feriado, a mostra recebeu também visitantes vindos de diferentes cidades do interior do Espírito Santo.
Richardson Schmittel, diretor regional do Sesc-ES, comentou o resultado: “Atingir a marca de 20 mil visitantes reforça o papel do Sesc-ES de democratizar o acesso à arte e promover a cultura no Espírito Santo. Esse marco se torna ainda mais significativo no ano em que celebramos nossos 80 anos. Por meio do nosso programa de cultura, buscamos incentivar, realizar e expandir essa vivência de forma permanente. Esse é o nosso compromisso nesta data histórica: entregar sempre à sociedade o que há de melhor em cultura”.
A experiência foi pensada para aproximar diferentes públicos da arte. A exposição conta com textos em linguagem acessível, recursos digitais, materiais educativos e ferramentas de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, além de visitas mediadas para estudantes de escolas públicas e privadas mediante agendamento.

Ao todo, são 120 obras, sendo 80 originais do artista espanhol Pablo Picasso, entre gravuras, pinturas, cerâmicas, fotografias e trabalhos de artistas que tiveram papel importante em sua trajetória. Parte desse acervo é de coleções particulares italianas e é apresentada pela primeira vez no Brasil.
Um dos destaques está nas 12 cerâmicas produzidas por Picasso entre 1948 e 1959, no ateliê Madoura, em Vallauris, na França. Pratos, vasos e travessas ganham novas formas pelas mãos do artista, revelando uma faceta menos conhecida de sua produção e sua capacidade de transformar objetos cotidianos em arte.
A exposição também abre espaço para duas mulheres que fizeram parte da trajetória de Picasso: Dora Maar e Françoise Gilot. São 31 obras das duas artistas, apresentadas em dois conjuntos que ajudam a ampliar a compreensão sobre o ambiente artístico e afetivo que cercava o pintor.

De Dora Maar, o público encontra 15 obras, entre pinturas, desenhos, aquarelas e fotografias da série Le Temps Déborde. Entre os registros está o conjunto de imagens que documentou o processo de criação de Guernica, uma das obras mais emblemáticas da história da arte, enquanto Picasso a produzia.
Já Françoise Gilot está representada por 16 litografias da série Pages d’Amour, de 1951. Pintora e escritora reconhecida internacionalmente, Gilot construiu uma trajetória própria e ocupa na exposição um espaço que reforça a proposta de apresentar Picasso também a partir das pessoas que fizeram parte de seu percurso.
Outro destaque é a presença de fotografias de Robert Capa, um dos fotojornalistas mais importantes do século 20. Seus registros mostram Picasso em momentos mais descontraídos na França, já consagrado internacionalmente.
O percurso reúne ainda séries importantes da produção de Picasso, como Le Repas Frugal, uma de suas primeiras grandes gravuras; Suite des Saltimbanques, inspirada no universo dos artistas de circo; a coleção de Tauromaquia, dedicada às touradas espanholas; e gravuras relacionadas a A Obra-Prima Ignorada, inspiradas no conto de Honoré de Balzac.










