Sinfônica do Espírito Santo convida André Prando em show com canções autorais

Nos dias 12 e 13 de agosto, às 20h, o Theatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória, será palco de um encontro imperdível: a Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo (Oses) recebe o cantor e compositor André Prando, apresentando suas canções autorais em versões inéditas, com arranjos de Léo Cunha, regência do maestro Helder Trefzger e participação especial da cantora Luiza Dutra.

André Prando é um dos principais nomes da música capixaba e vem conquistando espaço no cenário nacional independente com sua voz potente e performances viscerais. Já gravou obras inéditas de Raul Seixas e Sérgio Sampaio, além de versões de Belchior e Alceu Valença. Luiza Dutra, cantora e compositora de Vitória, ganhou projeção nacional ao participar do The Voice Brasil em 2021 e já conquistou quatro Prêmios da Música Capixaba, consolidando-se como uma artista versátil e de grande sensibilidade interpretativa.

Os ingressos para plateia custam R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira) e para os camarotes, R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira), à venda neste LINK, a partir desta quarta-feira (29), às 12h.

A realização é da Cia de Ópera do Espírito Santo (Coes), Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo (Oses), Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), apoio institucional da Rede Gazeta.

Notas sobre o repertório

O repertório se inicia com Inverso Ano Luz, uma das primeiras composições de Prando, seguida de Ode à Nudez, um olhar além da nudez física, buscando reconhecer e despir-se “de si”, das máscaras sociais que somos induzidos a usar como condição humana. Já O Lapidário de Pedras no Caminho traz a jornada pessoal e o processo de autoconhecimento. “Pedras no caminho” que, simbolicamente, podemos lapidar e transformar em pedras preciosas, ressignificando a ponto de transformá-las em joias que dão orgulho de serem exibidas. Alto Lá, apesar do começo singelo e doce, com um assovio marcante, não avisa o tapa de luva que traz em sua letra. ⁠Linha Torta é uma das músicas mais marcantes de Prando. É uma despedida e um desprendimento, sabendo que um novo ciclo com abraço mais confortável e com as linhas tortas há de vir. Zum Zum Zum é um forró animado, com uma letra que fala de uma paixão avassaladora e de como lidar com a distância. Choro Plebeu é um lamento, um choro, uma redenção ao assumir a imperfeição para fazer algo que se aprecia muito, mas não tem a expertise, como um samba. Patuá fala da vida na estrada, uma simbologia para o que protege, o que fortalece, o que levamos, o que trazemos. O programa segue com o clássico do compositor gaúcho Hermes Aquino, Nuvem Passageira e ⁠Fantasmas Talvez, que explora a relação entre passado e presente ao abordar temas como memórias, traumas, escolhas não resolvidas, morte e vida, ampliando o significado da canção para além do medo, incluindo também o aprendizado e a transformação ao abraçar seus fantasmas.  A música MUITA COISA fala de algo grandioso que acabou de acontecer, uma experiência íntima que se torna coletiva ao conectar todos por um sentimento inexplicável. A apresentação se encerra com Dharma, uma música que discorre sobre amizade, aprendizados, reflexões e questões filosóficas.

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