Carlos Gomes recebe encerramento do Acorde com apresentação de Carmina Burana

O Theatro Carlos Gomes, localizado no Centro de Vitória, recebe, no próximo dia 23, a partir das 18h, o encerramento do Acorde – Festival Pedagógico Brasileiro de Ensino Coletivo Musical de Instrumentos e Vozes, com uma apresentação especial da famosa cantata cênica Carmina Burana, de Carl Orff. A entrada é gratuita.

Composta entre 1935 e 1936 e baseada em poemas medievais do século XIII encontrados na Alemanha, a obra será apresentada por participantes das oficinas do festival, sob a regência do maestro e professor Gregory Carreño, que vem da Espanha especialmente para o evento. Ele estará acompanhado da maestrina e cantora lírica Samia Ibrahim, sua esposa, que também integra a programação pedagógica do Acorde.

O Acorde – Festival Pedagógico Brasileiro de Ensino Coletivo Musical de Instrumentos e Vozes – é uma realização do Instituto Agir para o Desenvolvimento da Cidadania, com fomento da Secretaria da Cultura (Secult), por meio do Funcultura/PNAB – Nova Cena – Mostras e Festivais, com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura), somados aos recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

Realizado entre os dias 17 e 22 de agosto, o festival reúne 10 oficinas de música voltadas a diferentes públicos e linguagens musicais. Ao todo, mais de 300 pessoas se inscreveram nas atividades, que têm como proposta promover o ensino coletivo de instrumentos e vozes e ampliar o acesso à educação musical.

Coordenado pelo maestro Jean Molinari, o Acorde é inspirado no método El Sistema, criado na Venezuela pelo músico e pesquisador José Antonio Abreu. A metodologia utiliza a prática musical coletiva como ferramenta de formação, integração e desenvolvimento de habilidades.

“Quando você tem uma grande massa de pessoas executando uma música de conjunto, não é somente a soma das pessoas, é como se tornasse exponencial. Então, é um grande efeito que se gera. Gera-se também um grande aumento da carga da motivação intrínseca das pessoas”, explica Jean Molinari.

Segundo o coordenador, a proposta também busca despertar capacidades que muitas vezes permanecem latentes, especialmente entre os jovens, por meio da prática musical em conjunto. “É apresentar também essa metodologia alternativa, viva, eficaz, contemporânea e arrojada, daquilo que há de mais moderno e de ponta da educação musical”, afirma.

Oficinas

Entre as atividades estão as oficinas de Prática Orquestral, com 80 vagas, e Regência Orquestral, com cinco vagas, ambas ministradas por Gregory Carreño. O maestro também conduzirá, ao lado de Samia Ibrahim, a oficina de Ensino Coletivo de Instrumentos Musicais para Professores.

Samia será responsável ainda pelas oficinas de Prática Coral, com 100 vagas, e Regência Coral, com cinco vagas.

Completam a programação as oficinas Orquestra Infantil e Musicalização, com Fabiana Valente; Orquestra de Papel e Musicalização, com Waleska Araújo Pinto; Música Indígena Brasileira, com Marcelo Oliveira da Silva; Congo Capixaba, com Alceni Ferreira Cardoso; e Prática Oral para PCDs, com Jean Molinari e Karen Moraes.

O festival contempla públicos diversos, incluindo grupos de congo, comunidades indígenas, corais, pessoas cegas e autistas, pessoas negras, crianças e idosos, reforçando a proposta de democratização do acesso à educação musical.

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas