Espetáculo de palhaçaria “Gina, a Gênia” chega ao Sesc Glória e aborda relações trabalhistas

De uma lâmpada mágica para o escritório. Nos dias 29, 30 e 31 de outubro, às 19h30, o espetáculo de palhaçaria “Gina, a Gênia” chega ao Centro Cultural Sesc Glória para uma temporada no Teatro Virgínia Tamanini, no Centro de Vitória. No palco, a atriz capixaba Patricia Galleto dá vida à Gina: uma gênia que, após atravessar mares e desertos servindo a diferentes amos por séculos, passa a encarar as pressões do setor de Recursos Humanos da corporação “Stuped Corporation Ltda., bem Ltda.”. Com classificação indicativa de 12 anos, a montagem propõe uma reflexão crítica e bem-humorada sobre a rotina no mercado de trabalho contemporâneo.

Utilizando a linguagem da palhaçaria, “Gina, a Gênia” é o primeiro espetáculo solo de Patricia Galleto. A peça conta com direção de Adriana Marques e orientação dramatúrgica de Fernando Marques. Os ingressos custam a partir de R$ 10 (com opção de meia solidária) e já estão disponíveis no site lets.events/organizer/sescgloria e na bilheteria do Sesc Glória.

“‘Gina, a Gênia’ é um espetáculo de palhaçaria com um tom político evidente. Através da figura da palhaça, trazemos temas sérios e fundamentais para trabalhadoras e trabalhadores. Aqui, o riso nem sempre é confortável; ele também pode ser discreto e incômodo. A palhaçaria nos permite falar sobre as dificuldades de um sistema que oprime e explora a classe trabalhadora — pauta, aliás, que está muito em voga nos últimos meses. Espero que as pessoas possam refletir e se divertir ao mesmo tempo, e, principalmente, sair mais fortes do que entraram”, destaca a atriz.

Integrante do Grupo Z, Patricia desenvolve sua pesquisa no universo da palhaçaria desde 2017. Ao estrear a montagem no Sesc Glória, a artista promete uma experiência de forte proximidade com a plateia.

“Sempre é uma experiência muito legal apresentar no Sesc; o teatro Virginia Tamanini é um espaço na medida certa para vários trabalhos nossos. Proporciona uma relação mais intimista com o público, ao mesmo tempo que oferece uma estrutura técnica que nos permite experimentar relações com o espaço cênico e com a iluminação, por exemplo. Gina, a Gênia foi pensada justamente para a proximidade com o público, independentemente do tipo de espaço. No Sesc, teremos a possibilidade de experimentar novas ideias para a iluminação (projetada por Daniel Boone), considerando que é um local de caixa preta”, completa a artista.

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