Festival Tortinha Black une debate antirracista e lazer em celebração à cultura afro-capixaba

O protagonismo negro, a ancestralidade e a formação de novas gerações estão no centro da 3ª edição do Festival Tortinha Black, que acontece em maio, em Vitória, com programação gratuita voltada ao público infantojuvenil. Neste ano, o projeto amplia o alcance e une um seminário sobre escrita negra e resistência a um festival com atrações culturais, oficinas e feira de economia criativa.

Idealizado pelo músico e pesquisador Fábio Carvalho, o evento é realizado pela Ayó Educação e Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal, com patrocínio master da Vale e patrocínio do Banestes, por meio da Lei Rouanet.

A programação começa no dia 21 de maio, com o seminário “Tortinha Black: Quando a Palavra Vira Quilombo”, que propõe uma reflexão sobre a escrita negra como espaço de memória, abrigo e reinvenção. O encontro é voltado a professores, estudantes, pesquisadores e ao público interessado em educação antirracista.

Participam do debate a ativista e pesquisadora Benilda Brito, a professora e pesquisadora Luciene Carla Francelino, com mediação de Noelia Miranda de Araújo, professora, escritora e articuladora de projetos ligados à equidade racial e à educação.

Já no dia 23 de maio, a programação segue no Parque Baleia Jubarte, na Praça do Papa, em Vitória, das 10h às 19h. O festival reúne apresentações musicais, teatro, dança, oficinas criativas e gastronômicas, festival de pipas e uma feira de economia solidária e criativa com 20 empreendedores locais.

Entre as atividades previstas estão oficinas de artesanato, turbantes, malabares, dança, pipa, moquequinha e tortinha capixaba. A proposta é aproximar crianças, adolescentes e jovens de manifestações culturais de matriz africana por meio da arte, do brincar e da vivência coletiva.

Segundo Fábio Carvalho, o festival busca transformar reflexão em experiência prática. “A palavra e a arte são nossos quilombos contemporâneos. Com o seminário, trazemos a reflexão para o campo intelectual e, no festival, transformamos isso em vivência prática para as novas gerações”, afirma.

Com mais de 30 anos de trajetória, Fábio Carvalho é músico, produtor cultural, curador artístico e criador do movimento Afro Congo Beat. Ex-integrante da banda Manimal, ele atua em projetos que unem ritmos tradicionais, como congo e jongo, a elementos contemporâneos.

A organização do evento destaca que o Festival Tortinha Black vem se consolidando como espaço de formação, vivência e fortalecimento da identidade afro-capixaba, com foco na valorização da diversidade, da educação e das culturas afro-brasileiras.

Festival Tortinha Black une debate antirracista e lazer em celebração à cultura afro-capixaba

Programação

Seminário Tortinha Black: “Quando a Palavra Vira Quilombo”
Data: 21 de maio
19h: recepção e boas-vindas
19h30: mesa-redonda
20h30: debate com o público

Festival Tortinha Black
Data: 23 de maio
Local: Parque Baleia Jubarte, na Praça do Papa, em Vitória
Horário: 10h às 19h

Evento gratuito e com classificação livre.

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