1.000 m/s: Java Roots completa 20 anos da sua grande estreia

A vida causa surpresas estranhas que são difíceis de serem explicadas por meio de uma simples coincidência. O ano de 2001, por exemplo, é lembrado, principalmente, pelos ataques terroristas aos Estados Unidos, em 11 de setembro. Na música brasileira o luto também se fez presente: a cantora Cássia Eller faleceu com apenas 39 anos, no auge da carreira.

Porém, mesmo diante de acontecimentos intensos, neste mesmo ano a banda capixaba Java Roots, formada pelos músicos Anderson Ventura (Chocolate), Junior Bocca, Anderson Xuxinha, Thiago Andrich e Marcello Lindgren, que acabara de completar pouco mais de cinco anos na cena cultural do Espírito Santo, consolidava o álbum “1.000 m/s”, mais maduro em comparação com o lançamento de estreia em 1997, e tinha muito o que comemorar.

A partir de experiencias mais afloradas e sem ficar presa a um estilo único, o vocalista, Anderson Chocolate, conta que a criação do álbum se deu a partir de um mergulho da banda em fontes musicais de todo o planeta, mas sem abandonar a base musical do grupo: o reggae e funk music do anos 70.

“O 1.000/ms é a curva da banda. Ele é o ápice, o momento mais alto da carreia da banda. Onde conseguimos registrar vários hits, como 1.000 m/s, Os Anjos, Além da Física, Na Jornada…É um álbum que também registrou a nossa maturidade musical. O Java Roots é uma banda que nasceu prematura, a galera era nova. Mas musicalmente era meio prematuro e havia uma inquietude artística muito grande, e com isso as influências”, disse, ressaltando a qualidade de gravação, letras e harmonias, caminhos diferentes pela música, e amadurecimento da própria banda.

Tudo isso, por consequência, gerou grandes frutos. Considerado um “sucesso absoluto”, o segundo álbum da banda registrou números expressivos e emplacou hits eternizados até hoje na cena cultural capixaba, e nos reencontros do grupo ao longo dos anos, após a banda ser desativada em 2003.

Ouça os hits do álbum “1.000 m/s”, do Java Roots, abaixo:

Inquietação

Entre idas e vindas, um retorno não é descartado por Chocolate. No entanto, segundo o vocalista, “o charme da banda é deixar as pessoas na expectativa”.

Essa inquietação, porém, vem desde 1996, quando o grupo chegou às paradas musicais diante de um estilo que bebe de fontes de todo o planeta, sem preconceitos. “O que fosse interessante para a música você trazia”, destacou Chocolate.

A partir do lema: “ninguém podava ninguém”, Ventura conta que o grupo criava e se complementava, mesmo diante das particularidades de cada um, e seu respectivo instrumento. “O Thiago [Andrich] é uma pessoa extremamente criativa e os hits de guitarra dele abriam sempre um leque pra gente compor em cima. E era muito bonito de ver. Uma sintonia”.

Matheus Passos
Matheus Passos
Graduado em Jornalismo pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no ESHoje desde abril de 2021. Atualmente também apresenta e produz o podcast ESOuVe. Ingressou como estagiário em junho de 2019. Antes atuou na Unidade de Comunicação Integrada da Federação das Indústrias do Estado (Findes).

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