Café capixaba reforça peso na economia com safra recorde e nova gestão do Sincafé focada em inovação

Café capixaba reforça peso na economia com safra recorde e nova gestão do Sincafé focada em inovação
O empresário Egídio Malanquini tomou posse na nova diretoria do Sindicato da Indústria de Café do Estado (Sincafé) para o triênio 2026-2028 (Bianca Coutinho/ES Hoje)

A cadeia produtiva do café segue consolidando o Espírito Santo como um dos pilares do agronegócio brasileiro. Em solenidade realizada na sede da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em Vitória, tomou posse a nova diretoria do Sindicato da Indústria de Café do Estado (Sincafé) para o triênio 2026-2028, liderada pelo empresário Egídio Malanquini.

A nova gestão assume em um cenário de forte expansão do setor. A safra capixaba de 2026 deve atingir cerca de 19 milhões de sacas, crescimento médio estimado em 9% em relação a 2025, consolidando o estado como segundo maior produtor de café do país e líder nacional na produção de Conilon.

Mais do que tradição agrícola, o café representa hoje um dos motores da economia estadual. A atividade responde por aproximadamente 37% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do Espírito Santo e sustenta cerca de 131 mil famílias produtoras, além de gerar milhares de empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva — do campo à indústria de torrefação, moagem e café solúvel.

Produção em expansão

Os números da safra projetada para 2026 mostram a força da cafeicultura capixaba. O Conilon continua sendo o principal protagonista da produção estadual, enquanto o Arábica apresenta forte recuperação em relação ao último ciclo.

A estimativa aponta para 14,9 milhões de sacas de Conilon, o equivalente a cerca de 67% da produção nacional, mantendo o Espírito Santo como líder absoluto nesse segmento. Já o café Arábica deve alcançar 4,2 milhões de sacas, crescimento de aproximadamente 26% frente a 2025.

O resultado combinado deve posicionar o estado novamente entre os principais polos da cafeicultura brasileira, reforçando sua relevância no mercado interno e nas exportações.

Qualidade e mercado internacional

Além do volume, a qualidade do café capixaba vem ganhando destaque nos últimos anos. No prêmio Coffee of the Year, considerado uma das principais vitrines da cafeicultura nacional, produtores do Espírito Santo dominaram o ranking recente, ocupando grande parte das primeiras posições na categoria Arábica e consolidando o reconhecimento do Conilon capixaba como referência no país.

Essa evolução reflete investimentos em tecnologia, pesquisa e profissionalização da cadeia produtiva. O avanço também impulsiona a produção de blends e cafés especiais, que agregam valor e ampliam a presença de marcas capixabas em mercados internacionais.

No campo das exportações, o café permanece como principal produto do agronegócio estadual. Em 2025, o setor registrou receita cambial superior a US$ 1,2 bilhão, impulsionada pela valorização da saca no mercado global, mesmo diante de oscilações logísticas e comerciais.

ENCAFÉ deve voltar ao Espírito Santo

Entre as prioridades da nova diretoria do Sincafé está o fortalecimento da indústria e da inovação na cadeia cafeeira. Um dos anúncios feitos durante a posse foi o retorno do Encontro Nacional da Indústria de Café (ENCAFÉ) ao Espírito Santo, previsto para 2027.

O evento é considerado o principal fórum da indústria cafeeira brasileira e reúne toda a cadeia produtiva, incluindo produtores, indústrias, fornecedores de tecnologia e especialistas do setor.

Segundo Malanquini, a realização do encontro no estado reforça o protagonismo capixaba no debate sobre o futuro do café. “O retorno do ENCAFÉ coloca novamente o Espírito Santo no centro das discussões sobre inovação, tecnologia e sustentabilidade na indústria do café”, destacou o dirigente durante a cerimônia.

Desafio: transformar volume em valor

Para especialistas do setor, o próximo passo da cafeicultura capixaba é avançar na agregação de valor ao produto. Isso passa pela ampliação do parque industrial de torrefação e moagem, fortalecimento das marcas próprias e expansão da presença dos cafés especiais capixabas no mercado internacional.

Com uma safra robusta prevista para 2026 e um setor industrial em expansão, o Espírito Santo caminha para consolidar um novo posicionamento estratégico: deixar de ser apenas fornecedor de matéria-prima e se tornar um hub de inteligência e inovação da indústria cafeeira brasileira.

O peso do café na economia capixaba

Safra estimada para 2026: 19 milhões de sacas
Produção de Conilon: 14,9 milhões de sacas (67% da produção nacional)
Produção de Arábica: 4,2 milhões de sacas
Famílias produtoras: cerca de 131 mil
Participação no PIB agrícola: 37%
Receita com exportações em 2025: mais de US$ 1,2 bilhão
Agenda estratégica: retorno do ENCAFÉ ao ES em 2027

Conheça a diretoria 2026-2028 do Sincafé

Café capixaba reforça peso na economia com safra recorde e nova gestão do Sincafé focada em inovação
Presidente do Sincafé, Egídio Malanquini, empossado nesta segunda-feira, dia 2 (Wagner Breciane)

Presidente: Egídio Malanquini
Vice-presidente: Helder Knidel
Diretor administrativo: Giovani Scaramussa Lima
Diretora financeira: Ana Neide Carleti Pereira Salvador

Diretores suplentes
Aildo Mendes Fonseca
Cleverson Hercilio Pancieri
Elcio Alves

Conselho fiscal efetivo
Sérgio Brambilla
Marcus Vinicius Peçanha Malanquini
Camila Vivacqua Casagrande

Conselho fiscal suplente
Bruno Moreira Giestas
Higor Felipe Arrivabeni Locatelli
Wesley Isac Noia Gomes

Representantes na Assembleia Geral da FINDES
Efetivos: Egídio Malanquini e Helder Knidel
Suplentes: Giovani Scaramussa Lima e Ana Neide Carleti Pereira Salvador

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