A busca das empresas do Espírito Santo por crédito cresceu 6,7% no acumulado de 12 meses até agosto de 2026. O resultado coloca o Estado entre os que registraram menor avanço na procura por recursos financeiros no país, apesar de o indicador apresentar alta em todas as unidades da federação. Os dados são da Serasa Experian.
Na Região Sudeste, o Espírito Santo teve o terceiro maior crescimento, atrás de São Paulo, que registrou alta de 13%, e Minas Gerais, com 12,6%. O Rio de Janeiro apresentou o menor avanço da região, com 3,4%.
Em todo o Brasil, a demanda das empresas por crédito aumentou 11,2% no período. O crescimento capixaba ficou, portanto, abaixo da média nacional, em um cenário de maior procura por recursos financeiros para manter as operações e administrar o fluxo de caixa.
De acordo com a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a busca por crédito tem sido impulsionada pela necessidade de equilibrar receitas e despesas, principalmente diante dos juros elevados, da desaceleração da atividade econômica e do aumento da inadimplência.
A economista explica que muitas empresas, especialmente as de pequeno e médio porte, recorrem a financiamentos para lidar com o intervalo entre o recebimento de pagamentos e o vencimento das despesas operacionais.
Micro e pequenas empresas lideram procura
Na análise nacional por porte, as micro e pequenas empresas (MPEs) registraram o maior crescimento na busca por crédito, com alta de 11,4% no acumulado de 12 meses até agosto. Em seguida, aparecem as grandes empresas, com 8,1%, e as médias, com 4,9%.
Segundo a Serasa Experian, a concessão de crédito às empresas também começa a apresentar sinais de acomodação na desaceleração. Operações de capital de giro de curto prazo, apoiadas por fundos garantidores, têm contribuído para manter o acesso aos recursos, mesmo em um cenário de maior restrição financeira.
Serviços têm maior alta na demanda por crédito
Entre os setores da economia brasileira, todos apresentaram crescimento na procura por crédito no acumulado de 12 meses até agosto. O maior avanço foi registrado em Serviços, com 17%, seguido pela Agropecuária, com 16,2%.
A Indústria teve alta de 8,4%, enquanto o Comércio registrou crescimento de 6,8%.
Na comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês do ano passado, a demanda empresarial por crédito no país cresceu 5,3%. As micro e pequenas empresas tiveram alta de 5,7%, enquanto as grandes registraram avanço de 2,2%. Já as médias empresas apresentaram queda de 7,5%.
Por setor, a Agropecuária liderou o crescimento anual, com 13,8%, seguida por Serviços (11,3%), Comércio (1,3%) e Indústria (0,3%).
A Serasa Experian destaca que o resultado anual indica uma acomodação no ritmo de crescimento da procura por crédito em relação aos meses anteriores, mas ainda aponta uma demanda por recursos financeiros por parte das empresas.
O indicador é elaborado a partir de consultas a CNPJs realizadas mensalmente em processos de avaliação de crédito. Dessa forma, os dados representam a intenção das empresas de buscar recursos, mas não significam necessariamente que o crédito tenha sido aprovado ou contratado.










